Bispos do Níger e de Burkina Faso demonstram preocupação com ataques jihadistas

Nas últimas semanas tem crescido o número de ações dos extremistas na Região do Sahel

População em Burkina Faso (foto: ACN/Arquivo – maio de 2020)

Os ataque de grupos jihadistas nos países da região do Sahel tem se multiplicado, especialmente na chamada zona das três fronteiras entre o Malí, Níger e Burkina Faso. Neste último país, ao menos 48 pessoas, incluindo 30 civis, morreram em 18 de agosto, em um ataque contra um comboio em uma rodovia.

Esse último foi considerado “atroz” e foi veemente criticado pela Conferência Episcopal de Burkina-Níger (CEBN), em 23 de agosto.

“Nesta situação de dor, oferecemos nosso mais sentido pêsame às famílias e a todo o povo burkinabé afligido por esta tragédia. Desejamos uma pronta recuperação aos feridos”, escreveram os bispos, convidando “aos filhos e filhas da Igreja da família de Deus em Burkina Faso a intensificar suas orações pela paz no país”.

No Níger, entre os dias 24 e 25 de agosto, em Baroua, na região de Diffa, “uma destacamento do Exército do Níger foi atacado por cerca de cem milicianos do Boko Haram provenientes do lago Chade”, conforme informou o o Exército de Niamey. De acordo com o comunicado, 16 soldados nigerianos e cerca de 50 membros do Boko Haram morreram nos combates. Além disso, em 20 de agosto, 19 civis perderam a vida em um ataque feito por jihadistas contra uma aldeia na região de Tilabe’ri, no oeste do Níger. Os jihadistas atacaram os fiéis que estavam em oração em uma mesquita.

O Níger tem enfrentado ações de grupos aliados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico que operam no oeste do país e ao grupo Boko Haram e sua ala discidente que se aliou com o Estado Islâmico na África Ocidental e que opera na zona do lago Chade.

Outro fato foi uma emboscada em 19 de agosto, no Mali, em que 40 soldados de uma unidade de elite, treinados por soldados norte-americanos e espanhóis, morreram em um série de sucessivas emboscadas na região de Mopti, no centro do país. Os terroristas também capturado muitos soldados, veículos e armas.

Fonte: Agência Fides

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