Bispos do Peru se opõem a decisão judicial que permite prática da eutanásia

“A eutanásia sempre será um caminho errado”, enfatizam os bispos do Peru em mensagem sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça de Lima e do Ministério Público do país, de permitir que a senhora Ana Estrada coloque fim à própria vida, por meio de procedimentos de eutanásia.

Foto: Facebook da Conferência Episcopal do Peru

Os bispos advertiram que a constituição do Peru estabelece claramente que o objetivo supremo da sociedade e do Estado é a defesa da pessoa humana e o respeito por sua dignidade. Isso implica o cuidado, o respeito e a promoção da vida desde a concepção até o seu termo natural; portanto, nenhuma autoridade pode legitimamente impor ou permitir isso.

Para a Igreja, é contraditório e não se pode tolerar que um órgão do Estado modifique uma norma constitucional e promova ações contrárias a este princípio fundamental. Assim, os Bispos convidaram a fazer uso da objeção de consciência, tanto no campo médico como na saúde, salvaguardando os princípios da lei moral natural que tem o dever de proteger a vida e assisti-la até o fim. Este tipo de normas legitimam a eutanásia e o suicídio assistido, perante os quais os crentes devem recusar-se a cooperar desde o formal ou material.

Os bispos peruanos encerraram seu discurso relembrando as palavras do Papa Francisco “A eutanásia e o suicídio assistido são uma derrota para todos. A resposta que devemos dar é nunca abandonar quem sofre, não desistir, mas cuidar e amar as pessoas para restaurar a esperança ”.

Entenda o caso

Ana Estrada Ugarte, tem 43 anos e há 30 anos sofre de uma doença degenerativa. A legislação peruana não contempla o direito a uma morte digna. No entanto, por meio de um tribunal constitucional, ele recebeu autorização para pôr fim à própria vida.

Desde os 12 anos, Ana sofre de polimiosiotose, uma doença irreversível e autoimune que atrofia e inflama os músculos. Essa situação a levou a usar uma cadeira de rodas.

Apesar da doença, estudou e conseguiu formar-se como psicóloga, vocação que exerceu até 2015, quando seu estado de saúde piorou e passou cerca de seis meses internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Desde que voltou da clínica, vive com assistência médica 24 horas e recebe oxigênio para respirar.

Fonte: Celam

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