Conferência episcopal e Papa expressam preocupação com conflitos na Colômbia

Governo do país intensificou ações das forças de segurança para conter os protestos e o bloqueio de acessos na região da cidade de Cali

Reprodução da Conferência Episcopal da Colômbia

Civis armados e manifestantes que integram um movimento indígena que se opõe ao governo do presidente Iván Duque entraram em conflito, em Cali, na Colômbia, no domingo, 9. Ao menos oito pessoas ficaram feridas, três em estado grave.

As manifestações dos indígenas têm sido feitas com o bloqueio de acesso a cidades, resultando na escassez de produtos e suprimentos.

Duque determinou um reforço nas tropas da Força Pública “para garantir a ordem pública na cidade e proporcionar tranquilidade à população”. Também decretou medidas de restrições à mobilidade de circulação e lei seca na região de Cali.

Em 28 de abril, teve início uma greve nacional, convocada pelas centrais de trabalhadores e organizações estudantis, com a adesão desse movimento indígena.

A Polícia Metropolitana de Cali afirma que os indígenas têm praticado saques, vandalismo e incitado ações de terrorismo. Já os manifestantes denunciam o uso de força desproporcional por parte da polícia.

Preocupação e proximidade da Igreja

No domingo, 9, durante a recitação do Regina Coeli, na Praça de São Pedro, o Papa manifestou sua proximidade e preocupação com o povo colombiano: “Também quero expressar a minha preocupação com as tensões e conflitos violentos na Colômbia que causaram mortes e feridos. Há muitos colombianos aqui, rezemos por sua pátria”.

No mesmo dia, a Conferência Episcopal da Colômbia agradeceu a preocupação do Pontífice e reiterou o compromisso de “rezar pelos católicos colombianos e pelas pessoas de boa vontade por sua saúde e pelas intenções de seu pontificado”.

Os prelados reforçaram a disposição em mediar a busca da paz e reconciliação no país, a fim de que se chegue a um acordo que ponha fim aos conflitos.

Na sexta-feira, 7, a Conferência Episcopal da Colômbia realizou um dia de oração, no qual famílias, paróquias e movimentos eclesiais foram convidados a rezar pelo dom da paz e a reconciliação no país.

O episcopado ressalta sua preocupação com as violações dos direitos humanos, a destruição de bens públicos e privados, os assassinatos, feridos e desaparecimentos; bem como todos os dolorosos acontecimentos ocorridos no quadro das mobilizações pela greve nacional.

379 desaparecidos

Foto: Celam

A Unidade de Busca de Pessoas Desaparecidas (UPBD) trabalhou em conjunto com 26 organizações de direitos humanos para entregar um relatório à Ouvidoria, segundo o qual há 471 pessoas desaparecidas na Colômbia desde 1º de maio.

A investigação especifica que até a sexta-feira, dia 7, tinham sido localizadas 92 pessoas, enquanto o paradeiro de 379 pessoas continuava desconhecido.

Entre as tarefas que serão realizadas nos próximos dias está a identificação dos últimos locais onde os manifestantes foram vistos, pois em alguns casos sabe-se que foram detidos e é necessário avançar na apuração dos nomes daqueles que suas famílias não conseguem localizar e as circunstâncias em que desapareceram.

Fontes: Celam, Vatican News e G1

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