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Cristãos pedem participação no futuro do Sudão

Durante Assembleia Geral da ONU, líderes defendem que igrejas e sociedade civil sejam ouvidas na reconstrução do país

Cristãos pedem participação no futuro do Sudão - Jornal O São Paulo
Igreja Cristã no Sudão/Portas Abertas

Enquanto a Assembleia Geral das Nações Unidas acontece em Nova York, cristãos sudaneses reforçam o apelo para que os esforços de paz no Sudão resultem em mudanças concretas para a população civil e incluam a participação efetiva das igrejas e demais grupos da sociedade.

O pedido foi reforçado pela Portas Abertas após a divulgação de que o general Abdel Fattah al-Burhan, líder do conselho do governo de transição do Sudão e comandante das Forças Armadas Sudanesas (SAF), foi convidado para discursar no encontro internacional. A Portas Abertas é uma organização internacional que apoia cristãos perseguidos por sua fé em mais de 70 países no mundo.

Segundo Jo Newhouse, porta-voz da organização para a África Subsaariana, líderes cristãos locais afirmam que os dois principais lados da guerra não representam os interesses da população.

“Os líderes cristãos sudaneses com quem conversamos são claros ao afirmar que nem as SAF nem as RSF possuem legitimidade no Sudão. A legitimidade emana dos civis e do povo sudanês, que clamam por paz.”

Desde o início da guerra civil, em 2023, milhões de pessoas foram deslocadas e comunidades cristãs enfrentam desafios relacionados à segurança, à liberdade religiosa e ao acesso à ajuda humanitária.

A Portas Abertas defende que igrejas e comunidades afetadas participem diretamente das discussões sobre o futuro do país. “O futuro do Sudão não pode ser decidido apenas por atores armados ou políticos.”

A organização também alerta para a necessidade de medidas concretas que garantam proteção aos civis, acesso humanitário e liberdade religiosa.

“Os cristãos sudaneses buscam um Sudão pacífico e próspero, onde todos os cidadãos tenham direitos iguais, todos os locais de culto sejam protegidos e todas as comunidades tenham voz no futuro do nosso país.”

O país ocupa o 4º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, documento editado anualmente pela Portas Abertas, que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.

Fonte: Portas Abertas

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