Igreja na Polônia presta solidariedade e suporte material a ucranianos

Bispos poloneses se manifestaram contra ação russa na Ucrânia; Cáritas realiza ações em prol dos refugiados e pelos ucranianos que estão em territórios bombardeados

Com a ajuda da Igreja na Polônia, Cáritas na Ucrânia fornece ajuda a populações de áreas afetadas por bombardeios (foto: Cáritas da Polônia)

De carro, de trem ou mesmo a pé, muitos são os ucranianos que chegam à Polônia em busca de refúgio após a invasão russa na Ucrânia, na quinta-feira, 24. Até a tarde do sábado, 26, ao menos 150 mil pessoas haviam deixado o território ucraniano em direção a países vizinhos, em um fluxo de refugiados que não deve ser interrompido tão cedo, ainda mais com a tomada de Kiev pelas tropas russas.

A imprensa internacional tem mostrado que os poloneses estão unidos nas ações solidárias em favor dos ucranianos, muitas das quais coordenadas pela Igreja Católica.

Na última semana, a Cáritas da Polônia lançou a campanha “Ajuda para a Ucrânia”, com vistas a arrecadar recursos para a compra de alimentos, itens de higiene e outros produtos mais urgentes.

“Nós decidimos transferir imediatamente 100 mil Euros em benefício da Ucrânia. Os fundos serão transferidos para a Cáritas Ucrânia da Igreja Greco-Católica e Caritas-SPES da Igreja Católica Romana para garantir os preparativos em andamento para uma situação de crise nas instituições apoiadas pela organização”, afirma no site da instituição o Padre Marcin Iżycki, Diretor da Cáritas da Polônia.

Padre Marcin disse ainda que cobertores, sacos de dormir e colchões são as maiores necessidades dos ucranianos que ainda vivem nas áreas afetadas pelos bombardeios. “Também é necessária ajuda psicológica para crianças para quem os eventos recentes foram muito traumáticos. A situação continua muito dinâmica e o leque de necessidades evoluirá ao longo do tempo. Ambas as organizações monitoram o desenvolvimento dos eventos de forma permanente e definirão a escala do apoio necessário, inclusive no caso de possível deslocamento de pessoas de áreas ameaçadas por ações militares. Continuamos solidários com nosso vizinho oriental e esperamos que a nova invasão da Rússia seja interrompida”, afirmou.

A Cáritas polonesa assegurou que mantém contato com paróquias nas áreas de fronteira entre os dois países para que possam acolher refugiados.

“A Caritas da Polônia está preparando lugares que poderão ser usados ​​para acomodar refugiados da Ucrânia”, acrescentou Małgorzata Jarosz-Jarszewska, Vice-diretora da Cáritas.

Bispos repudiam ataques

Em nota publicada na sexta-feira, 25, o conselho permanente da Conferência Episcopal Polonesa fez um apelo para que haja ampla ajuda à população ucraniana e pediu aos cristãos que façam jejum e orações em favor da paz.

Os prelados poloneses criticaram a decisão do presidente russo, Vladimir Putin, de invadir a Ucrânia: “Junto com o Papa Francisco e a comunidade internacional, pedimos a contenção e o fim das ações militares que causam muitas baixas, incluindo civis”, escreveram.

Diante da chegada de refugiados, os bispos pedem que os poloneses “adotem uma atitude cristã em relação aos refugiados que chegam ao nosso país” e que estes sejam recebidos como irmãs e irmãos da Ucrânia “em casas, albergues, casas de retiros diocesanos e paróquias, e todos os lugares onde possa ser prestada ajuda às pessoas necessitadas”.

Lembram ainda que a Cáritas polonesa, bem como todas as paróquias e dioceses estão orientadas a receber os refugiados. Pedem, também, que todos os católicos no país rezem pela paz na Ucrânia e que os bispos diocesanos promovam momentos de oração e súplicas. Orientam, por fim, que nas missas do domingo, 27 de fevereiro, e da Quarta-feira de Cinzas, 2 de março, sejam organizadas coletas que serão revertidas para ajudas diversas aos ucranianos.

(Com informações da Conferência Episcopal Polonesa e da Cáritas Polonesa)

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