
Em uma publicação nas redes sociais na terça-feira, 10, Youssef Raggi, ministro das Relações Exteriores do Líbano, pediu à Santa Sé que interviesse e mediasse a situação em seu país, a fim de preservar a presença de cristãos na região Sul, que vem sofrendo uma série de bombardeios israelenses devido à suposta presença do do grupo militante libanês Hezbollah. O governo local já contabilizou 630 mortes e o deslocamento de mais de 800 mil pessoas.
A missão de paz das Nações Unidas no Sul do Líbano apoiou o transporte de centenas de civis – incluindo crianças, idosos e pessoas com deficiência – para locais seguros, como estádios e escolas de Beirute.
Os moradores das aldeias do Sul do Líbano “sempre apoiaram o Estado libanês e suas instituições militares oficiais, e nunca se afastaram desse compromisso”, disse o ministro. Ele fez essas declarações durante uma conversa telefônica com Dom Paul Richard Gallagher, Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais.
“Trocamos opiniões sobre os últimos acontecimentos no Líbano e sobre a difícil situação enfrentada pelas aldeias fronteiriças no Sul”, afirmou Youssef Raggi.
Citando Dom Paul Richard, o ministro afirmou que a Santa Sé está “fazendo todos os contatos diplomáticos necessários” para conter a escalada da violência no Líbano e “impedir o deslocamento de cidadãos de suas terras”. Da mesma forma, o Arcebispo assegurou as orações do Papa pelo povo do Líbano.
O Padre Pierre al-Rahi, sacerdote maronita, foi morto por disparos israelenses na vila de Qlayaa, no sul do Líbano, na segunda-feira, 9. Menos de duas horas antes de sua morte, o Padre, em entrevista por telefone transmitida pela emissora de televisão Tele Lumiere, disse que ele e sua congregação não deixariam a aldeia. “Do contrário, perderíamos toda a esperança de retornar”, afirmou ele.
O Padre Toni Elias, sacerdote da aldeia de Rmeish, disse que a morte de seu colega sacerdote afetou os cristãos da região. “O que aconteceu nos obriga a sermos ainda mais vigilantes para evitar qualquer coisa que possa colocar a aldeia em perigo”, concluiu ele.
O Papa Leão XIV expressou sua profunda tristeza pelas muitas pessoas inocentes que morreram no Oriente Médio, incluindo crianças e aqueles que cuidavam delas, mencionando especificamente o Padre Pierre.
Fontes: UCA News, Vatican News e Crux Now





