Por recusar a prática da eutanásia, asilo é fechado no Canadá

A lei canadense estabelece que os centros de cuidados paliativos existentes no país são obrigados a praticar a eutanásia, caso mais de 50% de seu orçamento sejam oriundos de fundos governamentais

Foto: Divulgação

Um asilo foi fechado no Canadá porque a instituição de caridade da qual dependia, a “Delta Hospice Society“, se recusa a praticar a eutanásia nos pacientes sob sua responsabilidade.

O Ministério da Saúde do país retirou os fundos públicos que a instituição recebia e, por isso, no fim de fevereiro, o asilo teve que demitir todo o pessoal médico e paramédico que ali servia e cuidava da saúde de vários indigentes.

As autoridades também exigiram a transferência dos pacientes moribundos para outro local, o que gerou protestos significativos dos familiares dos idosos.

O QUE DIZ A LEI

Segundo a lei canadense, os centros de cuidados paliativos existentes no país são obrigados a praticar a eutanásia, caso mais de 50% de seu orçamento sejam oriundos de fundos governamentais.

A medida, porém, não se aplica aos centros confessionalmente religiosos, que continuam a ter direito à liberdade de consciência.

A “Delta Hospice Society“, fundada em 1991 e que administra uma instituição de dez leitos, o “Asilo Irene Thomas”, na Colúmbia Britânica (oeste do Canadá), não pôde invocar esse direito.

ESTATÍSTICAS

A eutanásia ativa e o suicídio assistido foram legalizados em junho de 2016 no Canadá, o que possibilitou que, ao término de 2019, quase 14 mil pessoas tivessem cometido suicídio.

Um novo projeto de lei está sendo debatido no Parlamento canadense, segundo o qual a eutanásia deve ser permitida sem a presença de uma doença fatal, por exemplo, no caso de doença mental e, em alguns casos, sem um período de reflexão mental.

Fonte: Gaudium Press

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