Religiões pela Paz: Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares seja ratificado

O movimento multirreligioso Religiões pela Paz (Religions for Peace) na Noruega pede ao Parlamento sua adesão ao Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares, que entrará em vigor em 22 de janeiro.

“Lamentamos profundamente que a Noruega não tenha aderido ao tratado”, escrevem os 10 líderes do movimento multirreligioso do país, esperando que o Storting (Parlamento norueguês, ndr) e o governo respeitem a proibição de armas nucleares e observem o que é estabelecido pelo direito internacional.

Tratado foi adotado em 7 de julho de 2017

Religiões pela Paz lembra que o tratado foi adotado em 7 de julho de 2017 com o voto favorável de 122 países, que há 86 Estados que o assinaram e 51 que o ratificaram.

“A ameaça de um extermínio em massa catastrófico devido às armas nucleares foi uma das principais razões pelas quais mais de 400 líderes religiosos se reuniram em Kyoto, no Japão, em 1970, para a primeira Conferência Mundial sobre religiões pela paz”, lê-se no apelo do movimento multirreligioso, que lembra as consequências trágicas que poderiam resultar do uso de armas nucleares.

Destruições com consequências para futuras gerações

“Matarão cegamente, incontáveis vidas inocentes serão sacrificadas, trarão sofrimento e doenças indescritíveis e destruirão a natureza e o clima, com consequências para muitas gerações”, explicam os líderes de Religiões pela Paz Noruega, que estão profundamente convencidos de que a existência e o uso de armas nucleares está em conflito com os valores religiosos e os princípios éticos das confissões representadas.

“Em nome da humanidade, não podemos aceitar o uso de armas nucleares. Enquanto existirem armas nucleares, existe o perigo de que elas sejam utilizadas. Portanto, consideramos que é inaceitável que a Noruega continue apoiando o uso de armas totalmente contrárias à dignidade humana”, acrescentam.

Custo anual das armas nucleares é de 100 bilhões de dólares

Para o movimento Religiões pela Paz não há contradição internacional ou moral entre a adesão da Noruega à OTAN e a ratificação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.

Por fim, considerando que o custo anual das armas nucleares no mundo inteiro é estimado em pelo menos 100 bilhões de dólares estadunidenses, os líderes religiosos concluem: “Mais de nossos recursos devem ser utilizados para o desenvolvimento humano e a conservação da criação, e não para investimentos em armas que podem exterminar a humanidade”.

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