Religiosos de Cuba denunciam a grave situação econômica do país

‘Escutamos com atenção as experiências das pessoas, o nosso trabalho pastoral nos motiva a estar ao seu lado e acompanhá-las, o que nos torna testemunhas da sua dor e das suas necessidades’, afirma em nota a Conferência dos Religiosos de Cuba

A Conferência dos Religiosos de Cuba (CONCUR)

A Conferência dos Religiosos de Cuba (CONCUR), capítulo Camagüey, denunciou a grave situação econômica do país: “Sentimos que o povo não aguenta mais, é uma situação insustentável”, denunciam.

“Escutamos com atenção as experiências das pessoas, o nosso trabalho pastoral nos motiva a estar ao seu lado e acompanhá-las, o que nos torna testemunhas da sua dor e das suas necessidades”, afirmam.

Entre os gritos dos cubanos estão “salários insuficientes, aumento dos preços da água ou luz, dificuldades de atendimento médico e acesso a remédios, falta de produtos básicos nas lojas, casas superlotadas”.

Aceite ajuda humanitária

Os religiosos também pediram às autoridades de Cuba “que tomem as medidas cabíveis para que medicamentos, material médico e outros materiais de saúde estejam disponíveis para a população. Inclusive aceitando ajuda humanitária liberando contêineres parados na alfândega e recebendo outros que porventura cheguem ao país”.

“Nós, religiosos e religiosas, estamos aqui para acompanhar nosso povo em suas dores e esperanças, para sermos portadores da voz que eles nos confiaram em suas relações cotidianas e para colaborar no alívio de seus sofrimentos pela fé e pelo compromisso social”, escrevem.

Da mesma forma, pediram “para garantir que os preços da cesta básica total (não apenas das ‘incumbências’) fiquem abaixo do salário mínimo e da aposentadoria mínima, como era o plano original divulgado na mídia oficial”.

Maior liberdade de expressão e diálogo

Por outro lado, os religiosos cubanos pedem ao regime uma maior abertura na liberdade de expressão para que “as pessoas possam expressar suas opiniões, dar sugestões, expressar livremente o que pensam, sentem e desejam nos diversos grupos convocados pelos próprios cidadãos, garantindo respeito à sua integridade e dignidade humana independentemente das suas ideias”.

Pediram também “criar espaços de diálogo igualitário entre o Estado e os diversos atores sociais, sentar-se à mesma mesa para buscar alternativas e unir forças para seguir em frente com nosso país, que vive uma situação crítica”.

Tudo isso “reconhecendo que a diversidade de opiniões é positiva para alcançar alternativas viáveis”, pois “com vontade política, diálogo e participação de todos os setores da sociedade, é possível construir uma Cuba com mais possibilidades de oferecer a seus filhos uma vida mais digna e próspera”.

Fonte: Celam

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