Santa Sé manifesta preocupação com perseguição à Igreja na Nicarágua

Declaração foi feita ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos

Arquidiocese de Manágua

Observador Permanente da Santa Sé, Dom Juan Antonio Cruz Serrano, manifestou a preocupação com a série de perseguição e violações de direitos contra membros Igreja Católica por parte das forças governamentais da Nicarágua. A declaração foi feita durante a sessão extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), na sexta-feira, 12, em Washington, D.C, nos Estados Unidos. 

“A Santa Sé não pode deixar de manifestar a sua preocupação a este respeito, assegurando ao mesmo tempo o seu desejo de colaborar sempre com aqueles que estão empenhados no diálogo, como instrumento indispensável da democracia e garante de uma civilização mais humana e fraterna”, diz a declaração, que acrescenta: 

“Neste sentido, a Santa Sé apela às partes para que encontrem formas de entendimento, baseadas no respeito e na confiança recíproca, procurando sobretudo o bem comum e a paz”. 

Durante a sessão extraordinária, foi emitida uma resolução intitulada “A situação da Nicarágua”, aprovada com 27 votos dos 34 membros ativos da OEA. O documento faz um apelo ao presidente nicaraguense Daniel Ortega para que cessem o “assédio” contra a Igreja Católica, o “fechamento forçado” de ONGs e  a “perseguição” da mídia. 

A Resolução representa uma tomada de posição da OEA após uma série de condenações semelhantes por parte dos Estados Unidos e da Europa, além de manifestações de solidariedade por parte de várias organizações católicas, como o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) e diversas conferências episcopais, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Entre as decisões recentes, está a proibição da procissão marcada para a manhã do sábado, 13, pelas ruas da capital Manágua, que marcaria a conclusão do Congresso Nacional Mariano. O evento foi restrito ao entorno da Catedral de Manágua. 

Além disso, causou comoção a expulsão do país da Congregação das Missionárias da Caridade de Madre Teresa, o fechamento de uma dezena de emissoras católicas e, em particular, o bloqueio imposto pela polícia ao Bispo de Matagalpa, Dom Rolando José Álvarez Lagos, proibido de deixar a Cúria episcopal, mesmo para celebrar a missa, acusado de fomentar revoltas em suas homilias. Em um tweet, Dom Álvarez escreveu: “Estamos nas mãos de Deus. Queremos fazer sua vontade e tudo para sua glória”.

(Com informações de Vatican News)

Deixe um comentário