Serviço Jesuíta para Refugiados atendeu mais de 400 mil pessoas na América Latina entre 2019 e 2020

Agentes do SJR-ALC, durante atendimento na Venezuela (divulgação)

O Serviço Jesuíta para Refugiados da América Latina e Caribe (SJR-ALC) apresentou seu relatório anual 2019-2020, no qual compartilha as atividades realizadas na região em apoio à população migrante e refugiada, bem como aos recursos investidos.

O relatório cobre as regiões da Venezuela, Colômbia, Equador, México e o escritório regional para a América Latina e Caribe.

Nestes dois anos, foram acompanhadas 412.970 pessoas com um investimento total de US$ 21.202.767.

Educação

A principal atuação a entidade é no campo da educação. Como o relatório ressalta, a intervenção por meio da educação salva vidas e uma contribuição duradoura para soluções de longo prazo.

“Como a maioria das áreas de alto conflito também são lugares onde o nível educacional é muito baixo, o SJR-ALC espera que nossos projetos educacionais tenham um impacto positivo nas regiões que servimos, ajudando a transformar essas comunidades”, acrescenta o documento, destacando que os processos de prevenção de violências e construção da paz, trabalho nas comunidades educativas e de acolhida.

Salvar vidas

O SJR-ALC também desenvolve atividades voltadas para ajudar os deslocados a força a estabelecerem um meio de vida seguro por meio da garantia de acesso a emprego. Para isso, a entidade oferece capacitação e assistência técnica, ajuda a estabelecer pequenas empresas por meio do patrocínio de subvenções e créditos, ferramentas e outros recursos

“Trabalhar pelos meio de vida não se trará somente da autossuficiência econômica; também se trata de restaurar a dignidade, a confiança e a esperança, assim como promover a integração”, sublinha o relatório, que mostra que 2.346 pessoas foram atendidas nesse campo.

Outros serviços

O serviço oferece, ainda, apoio psicossocial, proteção e orientação legal, cuidado com a saúde. Além disse, há um trabalho de assistência e socorro imediatos das vítimas de crises humanitárias e conflitos violentos. “Devido aos altos fluxos migratórios na região, o acompanhamento humanitário se desenvolve de maneira integral. O objetivo principal da assistência humanitária de emergência é salvar vidas”, ressalta o documento.

Outro campo de atuação é por meio da incidência pública, promovendo reflexões na sociedade sobre as causas fundamentais do deslocamento forçado e dando condições para que os refugiados possam lutar pelos seus direitos e alcança-los. 

Agradecimento

Oscar Calderón, diretor do SJR-ALC, agradeceu às pessoas acompanhadas “pela generosidade em abrir seus corações e nos permitir caminhar com eles” e por ensiná-los “a não perder a vitalidade dos sonhos e a resiliência para continuar crescendo diante das numerosas dificuldades que eles experimentam”.

Em segundo lugar, o gestor agradeceu aos colegas que atuam no Serviço Jesuíta aos Refugiados na região, “ela coragem de não paralisar a operação no meio da emergência sanitária e as múltiplas restrições, a força da criatividade, a convicção e o sentido”.

Por fim, Calderón expressou o seu agradecimento “aos parceiros, doadores e pessoas de boa vontade que com o seu apoio nos permitiram continuar a acompanhar, servir e defender; levando nossa maneira de proceder a diferentes cantos de nossa região e nossas sofridas fronteiras na América Latina”.

Acesse o relatório completo (em espanhol) aqui.

(Com informações de Prensa Celam)

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