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18 capitais terão 2o turno para decidir prefeitos

Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) continuam na disputa à Prefeitura de São Paulo. Veja quais foram os eleitos para o Legislativo Paulistano

18 capitais terão 2o turno para decidir prefeitos
Arte: TSE

Definido o 1o turno das eleições municipais, no domingo, 15, já se sabe que os eleitores de 18 capitais brasileiras voltarão às urnas no dia 29 deste mês para escolher o prefeito entre os dois mais bem votados.

Em sete capitais – Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Natal (RN), Palmas (TO) e Salvador (BA) –, a definição ocorreu já no último domingo, com três dos eleitos pertencentes ao DEM, dois ao PSD e dois ao PSDB. Em todo o Brasil, mais de 5,4 mil cidades já definiram seus prefeitos, sendo que a maioria, 774, são filiados ao MDB, partido que novamente liderou a conquista de prefeituras, seguido pelo PP (681 cidades) e PSD (650).

Nas capitais em que haverá 2o turno, o MDB tem candidatos em sete, enquanto o Republicanos, Podemos e PSDB ainda concorrem em três. Vale lembrar que em Brasília (DF) não há prefeito – a função de administrar a cidade que é a capital do País é de responsabilidade do governador do Distrito Federal –, e em Macapá (AP) as eleições foram remarcadas para 13 de dezembro, em razão dos atuais problemas de abastecimento de energia elétrica. Ao todo, 57 cidades no País terão prefeitos definidos em 2o turno

Na capital paulista

Em São Paulo, a disputa em 2o turno será entre o atual prefeito Bruno Covas (PSDB), que obteve 1,754 milhão de votos válidos (32,85%), e Guilherme Boulos (PSOL), que alcançou 1,080 milhão de votos válidos (20,24%).  Na sequência, vieram Márcio França (PSB), 13,64%; Celso Russomanno (Republicanos), 10,5%; Arthur do Val (Patriota), 9,78%; e Jilmar Tatto (PT), 8,65%. Nenhum dos demais candidatos obteve percentuais superiores a 2% dos votos válidos.

No maior colégio eleitoral do País, houve recordes de abstenções em uma eleição municipal: mais de 2,632 milhões de eleitores não foram às urnas (29,29% do eleitorado da capital paulista), superando o recorde anterior de 22%, registrado em 2016. Em todo o Brasil, 30,6% dos eleitores não se apresentaram para votar, maior índice histórico, acima dos 27,8% verificados há quatro anos. Em São Paulo, também houve considerável quantidade de votos em branco, 373 mil (5,87% entre os que votaram) e nulos, 642,2 mil (10,11%).

Bruno Covas: São Paulo quer experiência

18 capitais terão 2o turno para decidir prefeitos

Prefeito de São Paulo desde abril de 2018, quando João Doria (PSDB) renunciou ao cargo para concorrer ao governo do estado, Bruno Covas afirmou em coletiva de imprensa após as eleições que, com o resultado das urnas, “São Paulo disse que quer experiência. São Paulo disse que quer continuar sonhando com a redução da desigualdade social, garantindo, por meio da responsabilidade fiscal, a justiça social”.

Covas apontou que “a esperança venceu os radicais no 1o turno, e a esperança vai vencer os radicais no 2o turno”, mas, questionado se essa era uma referência a Boulos, negou, dizendo, sim, ser contra o radicalismo, “o desrespeito à lei, desrespeito à ordem, à democracia, à união de forças”.

O tucano afirmou que buscará todos os apoios possíveis e não descartou que um desses apoiadores nesta fase da eleição seja Celso Russomanno.

Boulos: fazer política sem desistir da esperança

18 capitais terão 2o turno para decidir prefeitos

O candidato do PSOL conversou com a imprensa depois do tucano e reagiu a uma possível qualificação como radical. Para ele, “radicalismo é a cidade mais rica do País ter gente revirando o lixo para ter o que comer. Radicalismo é, no meio de uma pandemia, manter hospitais fechados ou parcialmente abertos”, observou.

Boulos avaliou que sua campanha no 1o turno “mostrou que é possível voltar a fazer política sem desistir da esperança”, disse que no 2o turno São Paulo irá “virar a página do abandono” e que tem “um projeto com foco nas periferias, que estão abandonadas”.

Já na segunda-feira, 16, o socialista recebeu a ligação do ex-candidato Jilmar Tatto, que declarou apoiá-lo no 2o turno. O mesmo fez o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pelas redes sociais.

PSDB e PT são as maiores bancadas na Câmara

Apesar da redução de cadeiras em relação a 2016, o PSDB (de 11 para 8) e o PT (de 9 para 8) permanecem com as maiores bancadas e são seguidos por dois partidos que aumentaram a quantidade de cadeiras na Câmara Municipal: o DEM (que saltou de 4 para 6) e o PSOL (que saiu de 2 para 6 vagas). Veja abaixo a relação dos 17 partidos que tiveram vereadores eleitos:

PSDB (8): Rute Costa, Eduardo Tuma, João Jorge, Carlos Bezerra Jr., Tripoli, Aurélio Nomura, Fabio Riva e Sandra Santana.

PT (8): Eduardo Suplicy, Antonio Donato, Alessandro Guedes, Jair Tatto, Juliana Cardoso, Senival Moura, Alfredinho e Arselino Tatto.

DEM (6): Milton Leite, Eli Corrêa, Adilson Amadeu, Dra. Sandra Tadeu, Ricardo Teixeira e Missionário José Olimpio.

PSOL (6): Erika Hilton, Silvia da Bancada Feminista, Luana Alves, Celso Giannazi, Toninho Vespoli e Elaine do Quilombo Periférico.

Republicanos (4): André Santos, Sansão Pereira, Atilio Francisco e Sonaira Fernandes. 

MDB (3): Delegado Palumbo, George Hato e Marcelo Messias.

Patriota (3): Fernando Holiday, Rubinho Nunes e Marlon do Uber.

PSD (3): Felipe Becari, Rodrigo Goulart e Edir Sales.

Podemos (3): Ely Teruel, Dr. Milton Ferreira e Danilo do Posto de Saúde.

Novo (2): Janaína Lima e Cris Monteiro.

PL (2): Thammy Miranda e Isac Félix.

PSB (2): Camilo Cristófaro e Eliseu Gabriel.

PP (1): Arnaldo Faria de Sá.

PSC (1): Gilberto Nascimento Jr.

PSL (1): Rinaldi Digilio.

PTB (1): Paulo Frange.

PV (1): Roberto Tripoli.

Fontes: TSE, Agência Brasil, G1 e UOL

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