Fundo Nacional de Solidariedade enviará ajuda humanitária ao Acre, Amazonas e Roraima

O objetivo é mitigar o sofrimento da população do norte do país em decorrência dos problemas enfrentados pelo avanço da Covid-19 e pelas enchentes na região

Fundo Nacional de Solidariedade enviará ajuda humanitária ao Acre, Amazonas e Roraima
Fieis preparam alimentação para desalojados por enchentes no Acre – CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviará R$ 141.243,00 aos seus regionais Norte 1 (norte do Amazonas e Roraima) e Noroeste (Acre, sul do Amazonas e Rondônia). Segundo o ecônomo da Conferência, monsenhor Nereudo Freire Henrique, a decisão foi tomada pelo Conselho Econômico da entidade e informada ao seu Conselho Episcopal Pastoral, reunido na quarta-feira, 24. Na próxima quarta-feira, dia 3 de março, está marcada uma reunião com os representantes regionais para discutir os detalhes do repasse.

O Bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella Amado, informa que o objetivo é mitigar o sofrimento da população do norte do país em decorrência dos problemas enfrentados pelo avanço da Covid-19 e, recentemente, pelas enchentes na região.

Este recurso do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) foi enviado pela  Adveniat, uma organização de ajuda à América Latina da Igreja Católica na Alemanha. Com os recursos doados, o FNS está apoiando também outros 15 projetos no Brasil. Em 2020, em função da pandemia, não foi realizada a Coleta da Solidariedade no Domingo de Ramos.

O ecônomo da CNBB explica que parte do recurso (R$ 84.745,80) será destinada ao Amazonas e a Roraima, estados que vêm enfrentando muitos problemas decorrentes do avanço da pandemia da Covid-19, sobretudo nas populações ribeirinhas do interior.

Segundo o secretário-executivo do Regional Norte 1 da CNBB, diácono Francisco Andrade de Lima, após a primeira fase da “Campanha Emergencial Amazonas e Roraima contam com a sua solidariedade”, lançada dia 15 de janeiro, para levantar recursos para comprar oxigênio, descobriu-se, sobretudo no interior, que estão em falta até mesmo Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os trabalhadores da saúde.

Ele informa também que com o fim do auxílio emergencial do Governo Federal e o fechamento de muitos postos de trabalho, a campanha passou a atuar para mitigar a fome da população. “Recebemos com muita alegria esta notícia do envio do recurso.  Vai ajudar muito nas EPIs e na alimentação da população, inclusive no interior”, disse.

O secretário-executivo do Norte 1 da CNBB diz perceber um sentimento de muita gratidão das pessoas pela ajuda humanitária da Igreja Católica na região. O diácono informa ainda que o Norte 1 da CNBB, numa nova fase da campanha, está organizando junto aos bispos do regional um levantamento em cada localidade das necessidades da população e também da área da saúde e que o recurso chegará em boa hora.

Enchentes no Acre

De acordo com o ecônomo da CNBB, a outra parte (R$ 56.497,20) será destinada ao Estado do Acre. Além da pandemia, o Estado enfrenta agora problemas decorrentes das enchentes. Em Rio Branco, segundo dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil divulgados pelo Corpo de Bombeiros, 75 famílias estão desabrigadas.

Apesar de apresentar vazante (diminuição no nível das águas) nos últimos dias, o nível do Rio Acre continua acima da cota de transbordo e atinge cerca de 13,7 mil pessoas na capital Rio Branco. Segundo dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, o manancial marcou com 14,95 metros na quarta, 24.

Em Sena Madureira, por exemplo, cidade próxima ao Rio Iaco, a cerca de 145 km da capital, o terceiro município mais populoso do Acre, depois de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, muitos foram afetados pelas cheias. Lá o pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, frei Moisés de Oliveira Coelho, confirmou essa realidade vivida no Estado em razão das cidades terem crescido ao redor dos rios: em Rio Branco, transbordou o Rio Acre; e em Tarauacá, o Rio Tarauacá, por exemplo. A paróquia passou a abrigar a população desalojada e está também buscando suprir as suas necessidades de alimentação.

(Com informações de CNBB)

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