Proteja-se da COVID-19: o descarte correto de recicláveis é fundamental

O descarte de resíduos como papéis, plásticos, latas, vidros e outros recicláveis deve ter um crescimento de 15% a 25% durante este período de isolamento social, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Proteja-se da COVID-19: o descarte correto de recicláveis é fundamental
(crédito: Freepik)

Na cidade de São Paulo, na primeira quinzena de abril, foram coletadas 4 mil toneladas de recicláveis, 25% a mais em relação ao mesmo período de 2019. Empresas que atuam neste segmento também viram a demanda pelos serviços crescer. “A quantidade de condomínios que atendemos triplicou desde o começo da quarentena”, afirmou Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining.

Embora as 24 cooperativas para reciclagem habilitadas em São Paulo tenham sido fechadas por precaução ao novo coronavírus, a coleta seletiva continua a ser realizada, com a passagem de caminhões específicos em 75% das ruas da cidade. No site Recicla Sampa é possível saber o dia e horário específicos dessa coleta de recicláveis.

Os materiais coletados são levados às duas centrais mecanizadas de triagem do município, que, juntas, têm capacidade operacional para 500 toneladas de resíduos por dia.

“As pessoas estão mais tempo dentro de casa e podem perceber seus resíduos quanto ao volume, tipo, variedade e quantidade. Este é o momento de gerar consciência para separá-los corretamente, a fim de que a reciclagem aconteça”, afirmou Oliveira.

A seguir, O SÃO PAULO apresenta dicas para a reciclagem em tempos de pandemia.

Tenha uma lixeira própria ou outro recipiente específico para os recicláveis. Estes jamais podem ser misturados com o lixo comum. Se possível, o material reciclado deve ser separado por tipo: vidro com vidro, lata com lata, PET com PET etc. “A separação por tipo de embalagem em cada casa facilita o trabalho de catadores, cooperativas e empresas que lidam com os recicláveis, evitando que rejeitos jogados de maneira equivocada contaminem os demais recicláveis”, explicou Oliveira.

O reciclável precisa estar vazio, mas não lavado, assim,antes de destinar algo à reciclagem, certifique-se de que o item (embalagem, caixa, garrafa etc.) não esteja com restos de comida ou líquidos, pois, do contrário, essa sujeira passará aos demais itens, dificultando que sejam reciclados. Não é preciso que se lave o que vai ser descartado, pois, nas etapas posteriores da reciclagem, isso será feito.

Não é necessário esperar um período para o descarte, pois, como o tempo de vida do novo coronavírus varia em cada superfície, de nada adianta realizar uma espécie de “quarentena” antes do descarte. “Quem vai se preocupar com estes tempos para manuseio são as estações de triagem; afinal, o consumidor não consegue estocar recicláveis dentro de casa por muito tempo. Nas estações, esse material pode ficar sem ser mexido por alguns dias, dependendo do tipo”, disse Oliveira. Atenção, no entanto: lave corretamente as mãos antes e depois do contato com qualquer item que você receber, como uma encomenda que chegue via delivery, e higienize-o antes do uso imediato ou de guardá-lo.

Coloque tudo em dois sacos e não os encha por inteiro. Os descartáveis devem ser ensacados duas vezes em sacos resistentes e com enchimento de até dois terços da sua capacidade. Essas medidas evitam que coletores tenham contato direto com possíveis resíduos contaminados com o novo coronavírus ou outros agentes nocivos à saúde.

Máscaras de proteção e luvas não são itens recicláveis, assim, devem ser descartadas apenas no lixo comum, se possível na lixeira do banheiro e envoltas em mais um saco plástico. “Várias cooperativas de reciclagem têm relatado que estão recebendo essas máscaras. Isso é altamente perigoso. Máscaras descartáveis devem ser colocadas no lixo do banheiro, pois este será descartado no saco de lixo comum, e assim se cria ao menos duas barreiras até que qualquer pessoa tenha contato com este resíduo”, detalhou Oliveira.

Quem está com a COVID-19 pode separar itens para reciclagem?

Esta questão foi respondida recentemente em uma live por Cristina Fabris, gerente de Coleta Seletiva e de Planejamento da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb): “Se houver uma pessoa contaminada com a COVID-19 dentro da sua casa, seria essencial que ela tivesse um lixo só para si, para que ficasse separado e fosse apenas para o lixo comum. Se não houver essa possibilidade, porém, recomendamos que todo o material reciclável e lixo comum sejam colocados no mesmo saco e jogados como se fossem lixo comum”.

(Com informações de Recicla Sampa, Green Mining e Prefeitura de São Paulo)

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