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Sinos de cinco continentes unem-se na próxima quinta-feira em homenagem às vítimas da COVID-19

No Brasil, Catedral da Sé de São Paulo participa da ação

Com 61 sinos, carrilhão da Catedral da Sé fará parte da rede internacional em execução de obra inédita “Healing Bells”

Sinos de cinco continentes unem-se na próxima quinta-feira em homenagem às vítimas da COVID-19

Musicistas da Alemanha, Austrália, África do Sul, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Coréia do Sul, Dinamarca, Holanda, Noruega e outros países se unirão em uma ação artística global em homenagem às vitimas do COVID-19 no mundo. Ao meio dia local de cada cidade, cada carrilhionista executará a peça “Healing Bells” (“Sinos que Curam”), composta como uma homenagem às vitimas do Covid-19, pela norte-americana Pamela Ruiter-Feenstra, com a holandesa Jet Schouten.

A execução do início da obra pelos musicistas é marcada por movimentos no teclado que associam-se à aparência do Covid-19 visto em um microscópio. O som soturno vai alternando-se com trechos de uma tradicional canção ucraniana chamada ““Plyve Kacha”, que vai vencendo o “som do vírus” e torna-se cada vez mais forte. “Pensamos na composição baseadas na antiga crença de que a batida dos sinos afastam doenças e a destruição”, afirmam as compositoras.

Com o maior carrilhão da América Latina, a Catedral da Sé foi escolhida como local para execução da peça no Brasil. A execução da peça “Healing Bells” será realizada por Delphim Rezende Porto, Diretor Musical da Escola de Cantores da Catedral da Sé, que comenta: “A Música, de fato, tem o grande poder de mover os sentimentos – e, historicamente, era também associada à Medicina Antiga. O músico sempre foi o artífice que, através dos sons, pode transformar e mexer com os corpos e espíritos. Não há dia que não melhore com a correta trilha sonora; não há esforço físico que não fique mais leve com a música certa, pois o nosso próprio corpo biológico é musical por excelência (e tem por maestro, o coração). Para essa grande causa, então, usaremos um grande e belíssimo instrumento – o maior entre nós”.

21 de maio é marcado pela UNESCO como “Dia Mundial pela Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento”. “Isso torna a ação ainda mais especial, por reforçar como a necessidade do respeito pelas diferenças entre todos nós é algo fundamental para convivermos bem e superarmos momentos difíceis como o de agora”, afirma Camilo Cassoli, diretor do Estúdio Centro, responsável pela produção da ação no Brasil.

OS SINOS DA CATEDRAL

Os Sinos da Sé formam o maior conjunto do tipo na América Latina. O carrilhão é composto por 61 sinos de tamanhos bastante diversos. O menor pesa 2 quilos, enquanto o maior tem 4,7 toneladas. Localizados a 75 metros do solo (no interior da torre esquerda de quem vê a catedral da Praça da Sé), os sinos foram trazidos da Holanda em 1958, quatro anos após a inauguração da Catedral (em 1954). Os sons emitidos pelos maiores, podem ser ouvidos a até 2 qui¬lômetros de distancia.

Com teclado manual posicionado entre os sinos maiores e os menores, é possível executar músicas para serem ouvidas na praça. Atualmente, está em desenvolvimento um projeto de restauro para o acio¬namento eletromecânico do sistema, que possibilita¬rá a programação de canções para execução automática, bem como a conexão complementar de um teclado eletrônico que poderá ser acionado da sala do coro da Catedral.

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Comentários

  1. Foi emocionante, nosso amigo Delphin, sempre colocando muito amor no que faz. Tudo passa só termos resiliência. Tudo Passa! Gratidão!

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