‘A Igreja tem bens, mas não para acumulá-los, e sim para servir à sua vida e missão’

Destacou o Cardeal Scherer em seu programa diário de rádio

Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Falando a partir do Vaticano, onde participa nesta semana de reuniões para tratar de temas diversos, o Cardeal Scherer abordou no programa “Encontro com o Pastor”, da quarta-feira, 20, na rádio 9 de Julho, sobre a administração dos bens da Igreja.

“A Igreja tem bens, mas não para acumulá-los, e sim para servir à sua vida e missão”, enfatizou o Arcebispo Metropolitano de São Paulo.

Sobre o uso dos bens para a manutenção da vida da Igreja, Dom Odilo detalhou que estes são destinados para que se possa servir o povo, realizar ações de caridade, zelar pela liturgia, promover a formação do clero e a sustentação daqueles que trabalham para a Igreja.

Quanto ao uso dos bens para a missão, o Cardeal explicou que voltam-se à promoção da evangelização, das obras missionárias, formação de novos sacerdotes e sustentação de missionários.

ADMINISTRAÇÃO RESPONSÁVEL

Dom Odilo explicou que a administração dos bens eclesiais está a cargo de alguns responsáveis e corresponsáveis, sendo que os bens da Igreja como um todo estão a cargo do Papa; em cada diocese, sob a responsabilidade do bispo; e nas paróquias, pelo padre designado para tal.

No entanto – prosseguiu o Cardeal Scherer – em cada nível de administração da Igreja há conselhos econômicos, que têm entre seus membros leigos que entendem dos assuntos de administração e finanças – para que se assegure a boa gestão dos bens, em conformidade com as normas estabelecidas pela Igreja.

“O Papa Francisco tem dito muito que os bens da Igreja devem ser administrados com total transparência, para que não ocorram fatos de desvio, de corrupção, de mau uso”, recordou o Arcebispo de São Paulo.

Dom Odilo apontou, ainda, que como parte dessa administração dos recursos, a remuneração mensal que o bispo e o sacerdote recebem para seu sustento, a chamada côngrua, não se confunde com a verba que a diocese ou paróquia tem para manter-se, posto que com o dinheiro da côngrua o presbítero custeia gastos pessoais, não podendo fazê-lo usando o montante que é destinado para a manutenção de cada comunidade eclesial.

HONESTIDADE SEMPRE

Por fim, Dom Odilo recordou o trecho do Evangelho segundo São Lucas  – “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito” (Lc 10,16) – para enfatizar a grande responsabilidade daqueles que são responsáveis pela  administração dos bens da Igreja.

A estes e, também, a cada pessoa que administra verbas e bens públicos e comunitários, Dom Odilo recordou: “Um dia, deveremos dar contas de tudo, não só a Deus, mas também à sociedade. Que Deus nos ajude sempre a ser honestos, transparentes, justos, verdadeiros naquilo que administramos em benefício dos outros no bem comum”.

OUÇA A ÍNTEGRA DO ENCONTRO COM O PASTOR

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