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Conheça a exposição ‘Maria: a quem muito amamos, damos muitos títulos’

Exposição sobre diferentes invocações e representações de Nossa Senhora pode ser vista no Convento São Francisco, no centro da cidade, até o fim de agosto

Conheça a exposição ‘Maria: a quem muito amamos, damos muitos títulos’ - Jornal O São Paulo
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

A devoção mariana presente em diferentes culturas, épocas e tradições é o tema da exposição “Maria: a quem muito amamos, damos muitos títulos”, que pode ser vista gratuitamente no centro da capital, até 31 de agosto. 

A mostra reúne mais de 50 imagens e representações da Virgem Maria, revelando como os diversos títulos marianos expressam a relação de fé e proximidade com a Mãe de Deus. As peças pertencem ao acervo histórico da Província Franciscana e foram reunidas ao longo dos anos de viagens missionárias e atividades pastorais.

Organizada pelo Frei Estêvão Ottenbreit, a exposição teve como motivação esclarecer que cada invocação mariana não corresponde a uma Nossa Senhora diferente, como ainda hoje muitas pessoas erroneamente entendem. 

“Muita gente acaba pensando que Nossa Senhora de Lourdes é uma, Nossa Senhora de Fátima é outra, Nossa Senhora Aparecida é outra. A ideia da exposição é justamente ajudar as pessoas a perceberem que se trata da mesma Maria, invocada de diferentes formas pelo povo”, explica Frei Estêvão. 

Conheça a exposição ‘Maria: a quem muito amamos, damos muitos títulos’ - Jornal O São Paulo

“A nossa própria mãe assume muitos papéis na vida da gente. Ela é protetora, conselheira, consoladora, cuidadora, entre outros tantos. Com Maria acontece algo semelhante: o povo recorre a ela nas mais diferentes situações da vida e, a partir disso, surgem os diversos títulos”, exemplifica o organizador da exposição.

E é justamente dessa relação afetiva que nascem muitos títulos marianos. Alguns fazem referência ao lugar onde Maria é venerada, como Fátima, Lourdes, Guadalupe ou Luján; enquanto outros expressam experiências e situações adversas vividas pelo povo.

“As pessoas recorrem a Maria em momentos de doença, tristeza, insegurança, dificuldades familiares, necessidade de trabalho. Muitas vezes, o título nasce exatamente dessa experiência de fé e daquilo de que o povo mais necessita”, resume o Frade. 

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A PRESENÇA DE MARIA NAS CULTURAS POPULARES

A exposição também revela como diferentes culturas representam Maria conforme suas próprias características e sensibilidades. Uma das imagens retrata Nossa Senhora junto aos povos indígenas da Amazônia.

Já outra apresenta uma versão alada da Imaculada Conceição, inspirada em uma tradição do Equador: “Lá, diziam que, se ela era santa, precisava ter asas para voar. É bonito perceber como cada cultura expressa sua devoção de maneira própria. O carinho a Nossa Senhora está presente praticamente em todos os lugares. Onde o povo está, Maria também está presente na fé e na devoção”, complementa Frei Estêvão. 

Entre os destaques da exposição estão também representações ligadas às maiores romarias do Brasil, como Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora da Penha, além de imagens históricas utilizadas em catequeses há mais de 120 anos e uma rara imagem de Maria grávida. 

Também há uma imagem da Imaculada Conceição na tradição franciscana, considerada padroeira da Ordem dos Frades Menores desde 1761, por decreto do Papa Clemente XIII. Nela, a figura de Maria é retratada sustentando o Menino Jesus, ressaltando sua missão de apresentar Cristo ao mundo. 

O Convento São Francisco está localizado no Largo São Francisco, 133, no centro de São Paulo. A visitação à exposição é gratuita e pode ser feita de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h, e, aos domingos, das 7h às 14h.

(Com informações da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil)

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