Agostiniano recebeu a ordenação episcopal em Bragança Paulista no sábado, 24, e atuará como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Santana

Nomeado pelo Papa Leão XIV como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, o Monsenhor Márcio Antonio Vidal de Negreiros, OSA, recebeu a ordenação episcopal no sábado, 24, no Ginásio Poliesportivo do Instituto Educacional Coração de Jesus, em Bragança Paulista (SP).
A celebração foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e também foram bispos ordenantes Dom Sérgio Aparecido Colombo, Bispo de Bragança Paulista, e Dom José Domingo Ulloa Mendieta, OSA, Arcebispo do Panamá. Concelebraram diversos bispos e sacerdotes, dentre os quais, padres da Ordem de Santo Agostinho, a qual o novo Bispo pertence, e reuniu centenas de fiéis.
Religioso da Ordem de Santo Agostinho, Dom Márcio exercerá seu ministério episcopal como Vigário Episcopal da Região Santana.
RITO

Após a proclamação do Evangelho, teve início o rito próprio da ordenação episcopal. O sacerdote eleito foi apresentado ao presidente da celebração e, em seguida, foi lida a bula com o mandato apostólico do Papa Leão XIV.
Concluída a homilia, a assembleia entoou o hino Veni Creator Spiritus (Vinde, Espírito Criador), invocando a presença e a ação do Espírito Santo sobre o eleito e sobre toda a Igreja. Na sequência, Dom Márcio foi interrogado pelo celebrante e manifestou publicamente seus propósitos: anunciar o Evangelho com fidelidade; guardar a integridade da fé recebida dos apóstolos; edificar a Igreja e preservar sua unidade; obedecer fielmente ao Papa, sucessor de Pedro; cuidar do povo de Deus com a ajuda de seus colaboradores; mostrar-se afável e misericordioso com os pobres e necessitados; buscar as ovelhas afastadas e conduzi-las ao rebanho do Senhor; orar com o povo e exercer o ministério do sumo sacerdócio.
Como sinal de total entrega a Deus e de confiança na intercessão da Igreja, Dom Márcio prostrou-se diante do altar enquanto era entoada a Ladainha de Todos os Santos. O momento mais expressivo do rito ocorreu com a imposição das mãos sobre a cabeça do eleito, gesto que remonta aos apóstolos e pelo qual é transmitido o sacramento da Ordem no grau do episcopado. Em seguida, os bispos presentes elevaram a prece de ordenação, pedindo: “Enviai agora sobre este eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano”.
Após a oração, a cabeça do novo bispo foi ungida com o óleo do Crisma, sinal da plenitude do sacerdócio de Cristo, acompanhado da prece que invoca a fecundidade espiritual de seu ministério. Dom Márcio recebeu, então, o livro dos Evangelhos, confirmando sua missão de anunciar e ensinar a Palavra de Deus, bem como as insígnias episcopais: o anel, sinal de fidelidade à Igreja; a mitra, símbolo da santidade do povo de Deus; e o báculo, sinal do cuidado pastoral e do serviço ao rebanho.
SUCESSOR DOS APÓSTOLOS

Na homilia, Dom Odilo destacou o profundo significado eclesial da ordenação episcopal, afirmando que, nesse ato, “a Igreja renasce e se configura sempre de novo”, assegurando a sucessão apostólica ininterrupta desde os primeiros discípulos de Jesus. Dirigindo-se ao ordenando, recordou que o episcopado não é uma honraria, mas um serviço que nasce da amizade com Cristo: “Já não vos chamo servos, mas amigos”.
“O ministério confiado aos bispos é um serviço ao Amigo, é a doação da vida por amor”, afirmou Dom Odilo, exortando Dom Márcio a exercer seu pastoreio com espírito de serviço, cuidando especialmente dos presbíteros e diáconos, dos pobres e doentes, dos peregrinos e migrantes.
MISERICÓRDIA, BONDADE E HUMILDADE

Ao final da celebração, Dom Márcio dirigiu suas primeiras palavras como bispo, agradecendo a Deus pelo dom da vocação, ao Papa Leão XIV pela confiança e à Ordem de Santo Agostinho, que o acolheu desde a adolescência e o formou para o serviço da comunhão e da fraternidade.
O novo bispo explicou o lema episcopal escolhido — “Revestido de misericórdia, bondade e humildade” — como expressão de seu desejo de viver o ministério à luz de Cristo Bom Pastor. “O episcopado é um caminho de entrega, sacrifício, cruz e oferta da vida. A centralidade e o destaque precisam desaparecer para que Cristo, seu Evangelho e os mais humildes estejam no centro”, afirmou.
Confirmando sua missão na Arquidiocese de São Paulo, especialmente na Região Episcopal Santana, Dom Márcio evocou Santo Agostinho para definir sua postura pastoral: “Para vós serei bispo, convosco serei cristão”. E concluiu: “Será em sinodalidade e no caminhar juntos que aprenderei a ser bispo”.
INÍCIO DO EPISCOPADO

Dom Márcio tomará posse no ofício de Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo no dia 15 de fevereiro, às 16h, na Catedral da Sé. Na mesma celebração, o Monsenhor Celso Alexandre, também nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo — que será ordenado no domingo, 1º de fevereiro, em Ourinhos (SP) —, assumirá igualmente o ofício episcopal.
(Colaborou: Fernando Arthur)





