Logo do Jornal O São Paulo Logo do Jornal O São Paulo

Dom Odilo: ‘O Coração é o próprio Jesus’

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus reúne fiéis em missa na Catedral da Sé também pelo Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero

Dom Odilo: ‘O Coração é o próprio Jesus’ - Jornal O São Paulo
Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na tarde desta sexta-feira, 12, na Catedral da Sé, dezenas de fiéis participaram da Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. A Eucaristia foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e concelebrada pelo Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral, e pelo Cônego Helmo Cesar Faccioli, Auxiliar do Cura.

Nesta solenidade também é recordado o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero, iniciativa instituída por São João Paulo II.

Logo no início da celebração, o Arcebispo Metropolitano pediu aos fiéis leigos e religiosos que se unissem em prece pelos bispos e padres em todo o mundo: “Que eles sejam sacerdotes segundo o Coração de Jesus, manso e humilde, bom pastor, dedicado, cheio de amor pela humanidade”.

O Cardeal também apresentou intenções particulares para a celebração. Celebrando-se o Dia dos Namorados, pediu por aqueles que estão enamorados e pelos casados, para que “o amor humano, que é um dom de Deus, se aprofunde no coração e que possa perseverar”.

Dom Odilo também pediu orações pela Igreja em Moçambique e pela alma de Dom Osório Citora Afonso, jovem bispo africano recentemente assassinado em sua residência por motivos ainda não esclarecidos.

O CORAÇÃO COMO A FACE DO PRÓPRIO CRISTO

Na homilia, Dom Odilo aprofundou o significado teológico e espiritual desta solenidade. Ele explicou que não se deve fixar o pensamento apenas no símbolo do coração físico, mas compreender que o “Coração é o próprio Jesus, Ele é todo o coração. Ele mostrou o coração de Deus por nós, pela humanidade”.

Dom Odilo percorreu diversas passagens do Evangelho para ilustrar como Jesus é todo ternura e acolhimento: recordou o chamado aos cansados e oprimidos, a parábola do Filho Pródigo, o encontro com a mulher prestes a ser apedrejada e o perdão concedido na cruz ao bom ladrão e aos seus próprios algozes.

Em contraste a esse amor incondicional voltado aos pecadores, desprezados e doentes, o Arcebispo lembrou que uma das posturas mais duramente condenadas por Cristo foi a do coração fechado: orgulhoso, soberbo, sem misericórdia e pronto a julgar o próximo.

3 ATITUDES DIANTE DO SAGRADO CORAÇÃO

Convidando a assembleia a uma renovação espiritual, o Cardeal destacou três atitudes fundamentais propostas pela Igreja nesta liturgia:

Agradecer: Reconhecer e prestar homenagem a Jesus, que se fez coração para acolher a humanidade. Citando Santo Agostinho, Dom Odilo lembrou que do lado aberto de Cristo na cruz jorraram sangue e água, purificando os fiéis e fazendo nascer a Igreja. “Primeira atitude, portanto, é de agradecer, reconhecer: obrigado, Jesus”, afirmou.

Reparar: Um convite a reparar as próprias ingratidões e os desprezos daqueles que ignoram o amor divino. O Arcebispo recordou o exemplo de São Francisco de Assis, que corria pelas ruas gritando que “o amor não é amado”, e exortando os fiéis a pedirem perdão e buscarem conversão contínua.

Amar ao próximo: A terceira atitude é o chamado prático à caridade. “Se Jesus se doou não só por mim, mas também pelos meus irmãos, para quem está ao meu lado. Quem sou eu para não amar estes meus irmãos?”, questionou o Cardeal, lembrando que amar ao próximo como Jesus amou significa olhar especialmente para os não amados, os pobres, os doentes e os aflitos.

Ao concluir sua reflexão, Dom Odilo convidou todos na Catedral a repetirem juntos a prece: “Sagrado coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao vosso. Amém!”

Deixe um comentário