Dom Odilo ordena diáconos para a Arquidiocese e para congregações religiosas em missa na Sé

Cardeal Odilo Pedro Scherer e diáconos da Arquidiocese de São Paulo, Agostinianos e Paulinos, ordenados no sábado, 12, na Catedral da Sé (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, presidiu, no sábado, 12, na Catedral da Sé, a ordenação de nove diáconos para a Igreja. Receberam o sacramento da Ordem um grupo de seminaristas do Seminário de Teologia Bom Pastor e do Seminário Missionário Internacional Redemptoris Mater “São Paulo Apóstolo”, ambos da Arquidiocese, além de religiosos da Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos) e da Pia Sociedade de São Paulo (Paulinos).

Chamados e acolhidos

O rito de ordenação diaconal começou após a proclamação do Evangelho, quando os respectivos formadores e superiores religiosos chamaram cada um dos candidatos, que, ao se apresentarem diante do Arcebispo, responderam “presente”. Em seguida, em um breve diálogo, Dom Odilo perguntou aos responsáveis pela formação se os candidatos eram considerados dignos do ministério diaconal e, depois da resposta afirmativa, o celebrante disse: “Com o auxílio da graça de Jesus Cristo, nosso Salvador, acolhemos estes nossos irmãos para a Ordem do Diaconado”.

Na homilia, o Cardeal Scherer ressaltou que esse diálogo ritual expressa o significado da vocação: chamado de Deus e diálogo da fé. “Deus os chamou e a Igreja os preparou por meio do seminário e de seus formadores. Uma vez preparados, a mesma Igreja os chama para que eles se apresentem: ‘Aqui estou, presente, consciente do chamado, fiz todo o caminho, refleti bem, estou consciente do que isso significa’. A Igreja, portanto, chama e acolhe esta vocação”, destacou o Arcebispo.  

Dom Odilo impõe as mãos sobre os candidatos, em rito de ordenação diaconal
(Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Consagrados e enviados

Dom Odilo sublinhou, ainda, que a Igreja, por meio de seus pastores, impõe as mãos, invoca o Espírito Santo sobre os candidatos e os envia em missão.

“Ser diácono ou padre não é simplesmente fazer uma carreira, ou exercer uma profissão em nome pessoal. É sempre um exercício de missão, um serviço realizado em nome da Igreja e na comunhão da Igreja, que é seu corpo missionário”, enfatizou o Cardeal.  

Referindo-se ao ministério diaconal, Dom Odilo recordou que este é o primeiro grau do sacramento da Ordem, seguido do presbiterado e do episcopado. Ele também lembrou que o Papa Francisco tem sempre colocado em destaque que os diáconos são, por excelência, os “ministros da caridade”. “Este é o primeiro serviço: a caridade em nome da Igreja, com os padres e os bispos, aos quais estão diretamente ligados”, explicou.

A serviço dos bens sobrenaturais

“Caríssimos irmãos,  que esse seja um período fecundo no exercício da caridade, das obras de misericórdia em todos os aspectos, lembrando que o serviço da caridade é também a oração pelo povo. Por isso, vocês são encarregados de rezar com o povo, pelo povo e em nome do povo”, exortou o Arcebispo, recordando, ainda, que a catequese é também um serviço de caridade, ao ajudar os irmãos a caminharem na fé e a conhecerem melhor a Palavra de Deus.

Além do serviço da caridade e da Palavra, Dom Odilo enfatizou que os diáconos têm por missão a santificação do povo por meio do serviço à Eucaristia, ajudando a preparar não apenas a celebração da missa, como também os fiéis para que bem participem do sacrifício eucarístico.

O Cardeal também salientou que o serviço dos diáconos é realizado em vista dos bens sobrenaturais. Por isso, durante a ordenação, é invocado o espírito Santo sobre os diáconos após a imposição das mãos sobre suas cabeças.

“Resplandeçam neles as virtudes evangélicas: o amor sincero, a solicitude para com os enfermos e os pobres, a autoridade discreta, a simplicidade de coração e uma vida segundo o Espírito”, diz um trecho da prece de ordenação.

Diácono recebe Livro dos Evangelhos (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Unidade de carismas

Em nome dos recém-ordenados, o Diácono Mário Roberto de Mesquita Martins fez o discurso de agradecimento, no qual destacou que a ordenação conjunta foi “um forte sinal de unidade da Igreja, com sua diversidade de dons e carismas, para anunciar o Evangelho e servir o povo de Deus”.

“Religiosos e diocesanos, todos somos ministros da Igreja. Que esse exemplo de unidade que hoje vivenciamos possa se estender a todo o nosso ministério”, acrescentou o Diácono paulino, que também pediu orações e a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, cuja festa foi celebrada naquela data.

Quem são os novos diáconos

Diácono Álvaro Moreira Gonçalves, 26, é natural de São Paulo e sentiu o seu chamado para o sacerdócio ainda na infância, após a primeira Comunhão, quando começou a participar mais ativamente da vida eclesial.

O jovem relatou que sua decisão por ser padre na Arquidiocese de São Paulo foi motivada pelo desejo de servir à Igreja na cidade onde nasceu e onde sente o “apelo de Deus para servir o povo em comunhão e unidade com o Arcebispo”.

Diácono Claudinês Venancio da Silva, 41, relatou que viveu a sua primeira experiência com Deus durante um encontro de jovem em sua paróquia de origem, na cidade de Jequiá da Praia (AL).

Em sinal de entrega a Deus, candidatos se prostram enquanto é invocada a intercessão dos Santos (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

“Com isso, brotou no meu coração o desejo de me inserir mais na Igreja”, disse, acrescentando que se tornou catequistas de crisma, acólito nas celebrações e líder da juventude. Ao longo desse caminho percebeu os sinais de que Deus o chamava para uma entrada maior e, anos depois, já vivendo em São Paulo, iniciou o discernimento vocacional no Seminário Arquidiocesano.

Diácono Ignacio Torres Julián, 29, é natural de Terual, na Espanha e também ingressou no Seminário Redemptoris Mater em 2010. Sua vocação nasceu a partir da fé transmitida por seus pais e amadurecida no Caminho Neocatecumenal. Mas foi durante uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, que teve a certeza que Deus o chamava para ser padre.

“Estou disposto a partir a qualquer lugar levando esta mesma alegria que eu tenho recebido nestes anos de formação a todos aqueles que vivem no sofrimento, a proclamar a esta geração, de forma especial depois deste ano de grande sofrimento, a alegria da Boa-Nova de que Deus nos ama e que em Jesus Cristo venceu todos os sofrimentos”, destacou Julián.

Diácono Nicolò Stauble, 31, nasceu em Treviso, na Itália. Seu chamado para o sacerdócio surgiu aos 20 anos, quando já fazia parte do Caminho Neocatecumenal e, então, decidiu ingressar no Seminário Missionário Redemptoris Mater, ligado a esse movimento, voltado para a formação de padres diocesanos para a missão.

“Ao longo de todos esses anos, Deus confirmou a minha vocação por meio de sua igreja. Hoje estou disposto a dar minha disponibilidade para seguir as pegadas de Jesus aonde for, em missão em qualquer lugar do mundo”, afirmou.

Diácono Deivid Rodrigo dos Santos Tavares, 35, nasceu em Aracaju (SE) e sempre atuou na sua comunidade de origem na área da liturgia, catequese e comunicação, o que despertou nele o chamado para dedicar a vida ao anúncio da Palavra pela comunicação.

“Desejo viver o apostolado do serviço e do cuidado aos irmãos naquilo que me compete enquanto diácono, sobretudo, no contexto do carisma dos padres e irmãos paulinos”, afirmou.

Diácono Francisco das Chagas dos Santos Galvão, 35, nasceu em Viçosa do Ceará(CE). Aos 19 anos, após fazer sua primeira Comunhão e a Crisma, sentiu o chamado de Deus para a consagração da vida. Anos depois, conheceu a congregação dos Paulinos e se encantou com o carisma da evangelização pelos meios de comunicação.

“O ministério diaconal é, sem dúvidas, uma das experiências que nos possibilita viver mais profundamente a experiência de Jesus, que veio ao mundo para servir. Acredito que esse tempo de entrega total ao outro, no serviço da Igreja, como diácono, será muito fecundo em minha vida”, disse.

Bispos e padres invocam a bênção sobre os novos diáconos da Igreja (Foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO)

Diácono Mario Roberto de Mesquita Martins, 33, é natural de Cantanhede (MA). Desde a infância, era engajado na vida eclesial, mas foi na Jornada Mundial da Juventude de 2011, na Espanha, que encontrou a resposta para sua inquietação interior que o levou a iniciar o discernimento vocacional com o Paulinos. 

“Decidi ser paulino porque acredito na inspiração que o nosso fundador Bem-aventurado Tiago Alberione teve de anunciar Jesus na cultura da comunicação”, destacou.  

Diácono Abdon de Santana Mendes dos Santos, 32, nasceu em Igarassu (PE). Seu despertar vocacional teve origem no período em que servia o altar de sua paróquia, como coroinha. Fez uma breve experiência de discernimento no seminário diocesano e, depois, ingressou na Ordem de Santo Agostinho.

“Foi com a espiritualidade e particularidades de vida dos agostinianos que me identifiquei a tal ponto de encontrar nelas as condições necessárias para manter-me firme e chegar até a consagração religiosa definitiva e também a sacerdotal”, afirmou.  

Diácono Gutemberg de Albuquerque Machado, 31, é natural de Recife (PE). Foi participando do  Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) que sua vocação para o sacerdócio despertou. Depois de conhecer diversos carismas, se identificou com os agostinianos, a partir dos três pilares da espiritualidade da ordem – interioridade, comunidade e serviço à Igreja.

“Acredito que a ordenação diaconal é um passo a mais na radicalidade da minha consagração religiosa. Espero que, por meio desse ministério, eu possa me configurar cada vez mais a Cristo que veio para servir os que mais necessitam”, manifestou.

Notícias relacionadas

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe!

Últimas Notícias

Assine nossa Newsletter