
Ao longo do sábado, 13, centenas de fiéis participaram das nove missas celebradas na memória litúrgica do padroeiro da Paróquia Santo Antônio de Lisboa, Decanato São Lucas da Região Belém, uma delas presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer e concelebrada pelo Cônego Marcelo Monge, Pároco, e o Padre Cristian Uptmoor, Vigário Paroquial.
Na homilia, o Arcebispo Metropolitano recordou que os santos, ao longo de suas vidas, seguiram os mandamentos da lei de Deus, sendo, portanto, “os grandes filhos da Igreja” e modelos para os demais cristãos em todo tempo.
Dom Odilo destacou que Santo Antônio, além de ser conhecido pelos milagres que realizava, distinguiu-se por muitas virtudes de fé, entre as quais a prática da penitência constante para alcançar a purificação e estar em sintonia com o Senhor. Era também um grande pregador da Palavra de Deus, sendo designado por São Francisco de Assis para pregar aos demais confrades franciscanos. “Depois da morte de São Francisco, Santo Antônio se tornou pregador missionário popular, ia de cidadezinha em cidadezinha, de aldeia em aldeia, para pregar a Palavra de Deus”.
Dom Odilo recordou ainda que Santo Antônio foi um homem da prática da caridade, estando sempre atento aos doentes, famintos e demais pessoas desprezadas. Nesse sentido, o Arcebispo exortou que todas as paróquias, especialmente as que têm este Santo como padroeiro, pratiquem a caridade, por meio da partilha de alimentos, acolhida a quem sofre e outras ações que expressem a misericórdia e a ternura de Deus.
Outra característica de Santo Antônio lembrada pelo Cardeal foi a sabedoria sobre as coisas de Deus, fruto de intenso estudo e de oração para estar em sintonia com Cristo, conforme se representa em sua imagem segurando o Menino Jesus.
‘Que ele nos ajude a redescobrir a beleza do amor humano’

O Cardeal Scherer também presidiu missa na Quase-Paróquia Santo Antônio de Pádua, Decanato São Barnabé da Região Brasilândia, na noite da sexta-feira, 12, na trezena do padroeiro. Concelebrou o Padre Douglas Eurenides Modesto, CR, Quase-Pároco.
Na liturgia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Arcebispo destacou, na homilia, as muitas ocasiões em que Cristo, conforme as Sagradas Escrituras, mostra-se compassivo, como ocorreu em sua crucificação, quando pediu a Deus que perdoasse os pecados da humanidade: “O Coração de Jesus perdoa e acolhe, Ele veio para que todos tenham vida”.
Dom Odilo recordou que o cristão deve sempre agradecer o imenso amor de Jesus, converter-se sempre mais e amar os irmãos como Jesus amou: “Somos convidados a ser coração uns com os outros”.
Por fim, ao recordar a piedade popular a Santo Antônio como o “santo casamenteiro”, o Arcebispo exortou que os solteiros, os enamorados e os já noivos rezem para que o padroeiro os ajude a ter um bom casamento futuro, e que os já unidos em Matrimônio possam assim permanecer, “amando um ao outro, superando as dificuldades do dia a dia e revivendo aquele amor que os uniu. Que ele ajude a redescobrir a alegria do amor humano, do amor do Matrimônio, do amor em família, do amor da fraternidade”.
Penitente, caridoso e pregador da Palavra

Também a Comunidade Santo Antônio de Taipas, da Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort, Decanato São Barnabé da Região Brasilândia, acolheu o Cardeal Scherer durante a trezena do padroeiro. O Arcebispo presidiu missa na noite da quinta-feira, 11, concelebrada pelos Padres Sérgio Antônio Bernardi, CRL, Pároco; e Robinson Sérgio dos Santos, CRL, Vigário Paroquial.
Dom Odilo iniciou a homilia destacando São Barnabé, padroeiro do Decanato, cuja memória litúrgica é celebrada em 11 de junho. Ele foi um dos primeiros missionários da Igreja primitiva, tendo se unido aos apóstolos após a Ascensão de Jesus ao Céu, e dedicou-se à atenção pastoral aos Também a Comunidade Santo Antônio de Taipas, da Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort, Decanato São Barnabé da Região Brasilândia, acolheu o Cardeal Scherer durante a trezena do padroeiro. O Arcebispo presidiu missa na noite da quinta-feira, 11, concelebrada pelos Padres Sérgio Antônio Bernardi, CRL, Pároco; e Robinson Sérgio dos Santos, CRL, Vigário Paroquial.
Dom Odilo iniciou a homilia destacando São Barnabé, padroeiro do Decanato, cuja memória litúrgica é celebrada em 11 de junho. Ele foi um dos primeiros missionários da Igreja primitiva, tendo se unido aos apóstolos após a Ascensão de Jesus ao Céu, e dedicou-se à atenção pastoral aos muitos judeus que haviam se convertido à fé no Cristo e que viviam no Norte da Ásia.
O Arcebispo recomendou que os fiéis conheçam sempre mais a biografia de Santo Antônio, a quem destacou como grande pregador da Palavra de Deus, homem da prática concreta da caridade e que a todos exortava à penitência e conversão ao Senhor: “Santo Antônio era um homem penitente. E o que significa fazer penitência? Significa rever a própria vida, ver o que está precisando mudar e esforçar-se para corrigir os próprios pecados, vícios e erros, a fim de ser inteiramente de Deus”.
(Colaboraram: equipes da Pascom das paróquias mencionadas)
Quem foi Santo Antônio?
Nascido em Lisboa, Portugal, em 1195, Fernando de Bulhões – nome de batismo de Santo Antônio – ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho aos 15 anos de idade e foi ordenado sacerdote aos 24. Em 1220, passou a integrar a ordem franciscana. Durante uma missão em Marrocos, adoeceu e teve de partir para a Itália. Em 1221, já com a saúde restabelecida, foi a Assis, depois passou por outras cidades, tendo pregado o Evangelho de modo especial em povoados do Norte da Itália e do Sul da França. Como superior de fraternidades franciscanas, visitou muitos conventos e abriu novas casas.
Um de seus legados é uma série de sermões, nos quais são encontradas cerca de 6 mil citações bíblicas, menções dos grandes padres da Igreja e alusões às ciências naturais. Eram proferidos em uma linguagem compreensível, atraindo as multidões, e muitos dos que ouviam Santo Antônio depois buscavam o sacramento da Reconciliação.
Na piedade popular, é conhecido como o “santo casamenteiro”, fama que adquiriu por seu empenho para que leis de sua época fossem modificadas e permitissem que as moças cujas famílias não tinham dinheiro para o dote também pudessem se casar. A ele são ainda atribuídos episódios inexplicáveis, como a pregação que fez aos peixes após ser ignorado por hereges.
Santo Antônio faleceu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos, em Pádua, na Itália. Foi proclamado doutor universal da Igreja pelo Papa Pio XII em 1946.




