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Dom Odilo preside missa na 73ª Páscoa da Família Forense

Dom Odilo preside missa na 73ª Páscoa da Família Forense - Jornal O São Paulo
Comunicação TJ-SP

Magistrados, integrantes do sistema de Justiça, servidores e suas famílias par­ticiparam na manhã do domingo, 26, na Catedral da Sé, da 73ª edição da Páscoa da Família Forense, realizada anualmen­te, desde 1952, entre a Páscoa e a Sole­nidade de Pentecostes, sendo também ocasião de encontro e reflexão compar­tilhada da comunidade jurídica.

A Eucaristia foi presidida pelo Carde­al Odilo Pedro Scherer, que na homilia destacou o papel daqueles que atuam na Justiça como agentes de equilíbrio social. O Arcebispo Metropolitano também en­fatizou que a verdade deve orientar as decisões humanas.

“Que Deus abençoe a todos que pres­tam serviços à sociedade, um verdadeiro chamado que competentemente estão exercendo”, exortou, comentando, ain­da, sobre a confiança pública nas insti­tuições: “A justiça perfeita é a justiça de Deus, mas a justiça humana precisa ser crível e manter o nível de confiança da população que busca seus serviços”.

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A desembargadora Marcia Regina Dalla Déa Barone, presidente da Co­missão Preparatória da Páscoa Forense, agradeceu à Arquidiocese de São Paulo, aos magistrados e servidores envolvidos na organização desta edição da Páscoa Forense. Também integram a comissão deste ano os desembargadores Walter Barone, Flora Maria Nesi Tossi Silva, Vi­cente de Abreu Amadei e José Antonio de Paula Santos Neto e a juíza Teresa de Almeida Ribeiro Magalhães.

A presidente da Comissão Prepara­tória da Páscoa Forense também dirigiu saudação ao desembargador aposentado Antonio Carlos Munhoz Soares, que por muitos anos esteve à frente dos prepara­tivos do evento: “Rogo a Deus que nos mantenha na fé, ilumine nossos passos para guiar nossas vidas, assim como nossas atividades forenses que, por sua natureza, geram muitos reflexos na vida das pessoas”.

O desembargador Francisco Eduar­do Loureiro, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), ressaltou que magistrados devem reconhecer sua condição finita e falível. Também destacou cou que julgamentos humanos, embora necessários à convivência em sociedade, não são absolutos e podem ocorrer er­ros e limitações do conhecimento. Para ele, essa consciência não enfraquece a função judicial. Ao contrário, reforça a importância da prudência, da integrida­de, da imparcialidade e da humildade na tomada de decisões.

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“A tradição da Santa Missa da Páscoa Forense, que aqui se renova, é oportuni­dade para reafirmarmos princípios do respeito à dignidade humana e o com­promisso com a pacificação social. Se­jamos, no duro exercício de nosso ofício de magistrados, homens e mulheres que cultivam a caridade na aplicação da lei e que, inspirados pela mensagem pascal, trabalhem pela justiça que a todos recon­cilia”, afirmou o presidente do TJSP.

A Páscoa Forense foi idealizada pelo desembargador Manoel Gomes de Oli­veira em 1952 e teve suas primeiras edi­ções na Igreja Nossa Senhora da Concei­ção, no bairro da Santa Ifigênia, à época catedral metropolitana. A partir de 1961, passou a ser realizada no Palácio da Jus­tiça e, nos últimos anos, estabeleceu-se na Catedral da Sé.

(Com informações da Comunicação Social do TJSP)

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