‘É tempo de cuidar’: ação emergencial beneficia 1,1 milhão de pessoas

Em um ano, foram distribuídos 5,9 milhões de quilos de alimentos, 713 mil refeições prontas, 675 mil peças de roupas e calçados, além de 405 mil kits de higiene pessoal e 409 mil equipamentos de proteção individual

Divulgação CNBB

O repicar dos sinos às 15h do Domingo da Misericórdia, 11, em todas as igrejas no Brasil, marcou não só um momento de homenagem às vítimas da COVID-19 no País e aos profissionais da área da Saúde empenhados no combate à doença, mas também o lançamento da 2a fase da ação solidária emergencial “É tempo de cuidar”.

Lançada em 12 de abril de 2020, a ação, criada em conjunto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Cáritas Brasileira e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), completou um ano com números que mostram a força da solidariedade das comunidades católicas em todo o País, em parceria com diferentes instituições que promovem o bem comum.

Mais de 1,1 milhão de pessoas foram beneficiadas, conseguiu-se a arrecadação de mais de R$ 4,5 milhões e foram distribuídos cerca de 5,9 milhões de quilos de alimentos.

Além disso, as populações em situação de vulnerabilidade receberam 713 mil refeições prontas, 675 mil peças de roupas e calçados, além de 405 mil kits de higiene pessoal e 409 mil equipamentos de proteção individual.

A Cáritas Brasileira, organização que sistematiza e monitora os dados da campanha, no último balanço de 23 de março, apontou que 823 ações foram  registradas em 140 arquidioceses e dioceses brasileiras.

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Dados gerais da ação solidária emergencial (fonte: Caritas Brasileira)

Combate a fome e outras mazelas sociais

Em coletiva de imprensa na quinta-feira, 15, Dom Mário Antônio da Silva, Bispo de Roraima (RR), 2o Vice-Presidente da CNBB e Presidente da Cáritas Brasileira, destacou que a ação emergencial não se volta apenas ao combate à forme, mas, também, “ao enfrentamento ao luto, à tristeza, às questões humanas, psicológicas e religiosas, a fim de que aconteça, verdadeiramente, uma páscoa integral na vida do ser humano, uma transfiguração”.

Dom Mário recordou que em 2020 o Brasil voltou ao Mapa da Fome, e que tal situação, que havia sido erradicada em 2014, tornou-se um problema ainda maior com a atual pandemia. “Indicadores mostram que nas Regiões Norte e Nordeste, em torno de 15% dos lares, a fome entra pela porta e não sai pela janela, permanece nas casas”, exemplificou.

No ano passado, 19 milhões de brasileiros estavam em situação de insegurança alimentar, cerca de 9% da população, a maior taxa desde 2004, quando esse indicador alcançou 9,5% da população.

2a fase da ação emergencial

O combate à fome continuará a ser o foco no 2o ano desta ação solidária emergencial. Para isso, novas estratégias de mobilização estão sendo pensadas, a fim de envolver as organizações da Igreja Católica e outros segmentos da sociedade civil, por meio de parcerias e projetos conjuntos.

Em carta enviada a todos os bispos do Brasil, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-geral da CNBB, convidou-lhes a se engajar nesta ação que se caracterizará como um ato de comunhão com todas as famílias impedidas de vivenciar o luto, do esforço dispendido pelos profissionais da Saúde e do desejo comum de superação da pandemia.

De acordo com o Padre Patriky Samuel Batista, Secretário-executivo de Campanhas da CNBB, na próxima segunda-feira, 19, haverá uma reunião entre representantes da conferência dos bispos, da Cáritas Brasileira e da CRB para traçar as estratégias de mobilização desta 2a fase da ação emergencial.

“Neste tempo de pandemia, a ação solidária é tempo de cuidar quer ouvir o clamor das famílias necessitadas, daquelas que não têm alimento, não têm trabalho, não têm moradia boa. Que ouvir o clamor das famílias que estão em luto, em pranto, em sofrimento, e, também, daquelas que estão com seus pacientes nos hospitais, nas UTIS, procurando por remédio”, comentou Dom Mário na coletiva de imprensa, na qual lembrou que a ação tem beneficiado as pessoas em maior situação de vulnerabilidade social, como os que vivem nas ruas, desempregados, migrantes, refugiados e ribeirinhos.

Dados ação solidária emergencial em São Paulo (fonte: Caritas Brasileira)

(Com informações da CNBB e Cáritas Brasileira)

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