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Em constante atualização, O SÃO PAULO completa 70 anos de história

Publicado pela primeira vez em 25 de janeiro de 1956, o jornal tem circulação impressa semanal e crescente presença no ambiente on-line, fazendo ressoar o magistério da Igreja e o olhar para os fatos cotidianos à luz da fé cristã

Em constante atualização, O SÃO PAULO completa 70 anos de história - Jornal O São Paulo

Impresso a cada semana e com conteúdos sempre atualizados em sua versão on-line (www.osaopaulo.org.br), também replicados pelas redes sociais, o jornal O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo, chega aos 70 anos de história neste mês. 

“Que seja sempre digno do nome e da missão do grande Apóstolo, do nome e das glórias deste Estado e desta metrópole”, desejava o Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, então Arcebispo Metropolitano, em artigo na capa da primeira edição do jornal, em 25 de janeiro de 1956. 

Veritatis et sobrietatis verba loquor” (Verdade e sobriedade nas palavras que são ditas) foi o lema escolhido pelo Cardeal Motta para o nascente jornal, canal oficial de comunicação da Arquidiocese de São Paulo a partir de então, em lugar do jornal “O Legionário”, que existia desde 1930 também como informativo da Congregação Mariana, e do “Boletim Eclesiástico”, que desde 1905 divulgava a vida da Igreja em São Paulo. 

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PRINCÍPIOS EDITORIAIS 

“Se a imprensa, a boa imprensa, é órgão indispensável na estrutura de qualquer organismo da sociedade moderna, também para a Igreja é elemento necessário à propaganda e à defesa da fé e da moral, da doutrina e da prática da religião”, escrevia o Cardeal Motta na primeira edição do O SÃO PAULO

O então Arcebispo também discorreu sobre os diferenciais esperados de um jornal católico: “Não se compreende, sem a imprensa, o apostolado; pois importa haver uma imprensa veiculadora da crença e da ordem moral, e que se contraponha eficientemente à imprensa propagadora da descrença e do escândalo, da calúnia, da mentira e do ódio. Uma imprensa que supere as armas do poder das trevas. A imprensa deve ter algo de um santuário, em que se preste culto a Deus; de uma escola, na qual se cultivem as inteligências; de um lar, em que se formem os corações no amor fraternal entre os homens”. 

Apesar das mudanças no modo de se fazer o jornal nestas sete décadas, estes princípios nunca foram esquecidos. Na edição que marcou o primeiro ano de circulação, em janeiro de 1957, lia-se no editorial: “A doutrina do O SÃO PAULO é a doutrina de Cristo: são as palavras de salvação e de vida eterna. É o magistério da verdade”. Já o editorial dos dez anos, em 1966, sublinhava que entre as missões de um jornal católico está a de ajudar o leitor a tomar posição a respeito dos fatos que sobre ele influem: “Neste terreno, conforme notava Pio XII, é insubstituível a ação do jornal católico, pois cabe-lhe, além de mais, ‘fazer chegar às mais altas hierarquias os sentimentos profundos, as angústias e aspirações que a Igreja precisa conhecer e orientar’”. 

Nas comemorações das 3.500 edições do O SÃO PAULO, em 5 de junho de 2024, os princípios do jornal foram ressaltados pela atual direção: “Antes de tudo, é preciso ter clara a sua identidade católica. Como meio de informação, este jornal expressa uma visão da realidade à luz do Evangelho e seu impacto na vida das pessoas e da sociedade. Sobretudo em um mundo tão polarizado e ideologizado, em que a própria informação é usada como uma arma que ameaça o bem comum e o convívio social, este jornal católico se caracteriza pelo seu compromisso com a verdade. O engajamento do O SÃO PAULO, portanto, é com a verdade, com os princípios cristãos e valores fundamentais da caridade, do bem comum, da liberdade de expressão, todos esses à luz do Evangelho e não com partidos ou ideologias”. 

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EVOLUÇÕES NO FORMATO 

De sua primeira edição até maio de 1960, o jornal circulou em formato tabloide, quando passou ao tamanho standard. Naquela época, a Arquidiocese contava com 215 paróquias, em dez municípios da Região Metropolitana de São Paulo. 

No vigésimo aniversário do jornal, em 1976, já se notam avanços gráficos, com os conteúdos da capa apresentados em textos curtos (chamadas) e uma melhor organização das notícias nas páginas internas. Na edição dos 30 anos, em 24 de janeiro de 1986, percebe-se as informações dispostas em editorias e um número expressivo de charges e ilustrações nas páginas, ajudando, assim, o leitor a melhor compreender as notícias. 

Na década de 1990, com a chegada dos computadores à redação, são notórios os avanços na diagramação, com uma composição gráfica que harmoniza textos e fotos. No jubileu de ouro, em 2006, o jornal, com 12 páginas, já era publicado com a capa e a contracapa colorida. Naquela década, a internet já estava no dia a dia do fazer jornalístico, facilitando o fluxo de informações e a criação de gráficos e fotomontagens. 

Às vésperas da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho de 2013, o jornal passou do formato standard para germânico, saltando para 24 páginas, todas coloridas. Naquele ano, uma equipe com três repórteres e um fotógrafo foi enviada à JMJ na capital fluminense. Antes, na jornada de Madri 2011, o jornal teve um correspondente. Já nas de Cracóvia 2016, Panamá 2019 e Lisboa 2023 contou com conteúdos colaborativos de peregrinos que estavam no evento. 

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À LUZ DA FÉ E TESTEMUNHA DA HISTÓRIA 

Nestas sete décadas de história, coube ao jornal O SÃO PAULO reportar a vida da Igreja na cidade, no Brasil e no mundo, não por um simples registro dos fatos, mas também buscando explicá-los ao leitor para que tenha base para dar razões de sua fé católica. 

Pelas páginas do O SÃO PAULO foram impressos as falas e atos de oito papas: Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II (incluindo às viagens apostólicas ao Brasil em 1980, 1991 e 1997), Bento XVI (que veio ao país em 2007), Francisco (que esteve no Brasil em 2013) e atualmente Leão XIV. Desde 2014, o jornal mantém um corresponde em Roma, que assina a página com as notícias sobre os fatos que ocorrem no Vaticano. 

Também os feitos e escritos dos cinco arcebispos de São Paulo neste período estão registrados no jornal: Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (Arcebispo de 1944 a 1964), Dom Agnelo Rossi (1964 a 1970), Dom Paulo Evaristo Arns (1970 a 1998), Dom Cláudio Hummes (1998 a 2006) e Dom Odilo Pedro Scherer (desde 2007), incluindo uma ampla cobertura do 1º sínodo arquidiocesano (2017-2023) e a atual aplicabilidade do caminho pós-sinodal. Os três últimos Arcebispos também falaram diretamente aos leitores por meio da coluna “Encontro com o Pastor”. 

A publicação de artigos formativos embasados no Magistério da Igreja e em sua Doutrina Social sempre encontraram espaço no jornal, especialmente nas colunas “Opinião”; “Você Pergunta”, na qual o Cônego Antônio Aparecido Pereira responde a dúvidas sobre diferentes temas da fé católica; e de “Liturgia e Vida”, que tem este nome desde a década de 1980, mas que anteriormente se chamou “Vivamos com a Igreja”, “Subsídios litúrgicos e de formação” e “liturgia dominical”. 

Desde seus primeiros anos, porém, o jornal não se limitou aos fatos do interno da Igreja: notas informativas sobre acontecimentos na cidade, agenda de eventos culturais e até notícias esportivas são encontradas nas páginas de suas duas primeiras décadas. Hoje, ações de solidariedade e misericórdia, atenção à dignidade da vida humana e sua inviolabilidade, combate às desigualdades sociais, preocupação com a dimensão sociopolítica do trabalho e a relação do ser humano com as novas tecnologias são alguns dos temas recorrentemente pautados no jornal. 

O semanário arquidiocesano ganhou especial projeção nacional e internacional durante o período da ditadura militar por seu enfático posicionamento editorial contra as violações à dignidade humana que estavam em curso, razão pela qual foi alvo de censura. Já em 1971, os militares tentaram fazer com que a direção do O SÃO PAULO não publicasse alguns conteúdos que julgavam inoportunos, mas o primeiro episódio efetivo de censura ocorreu em maio de 1972, com o leitor sendo informado de que “por motivos de força maior, alheios à Redação do semanário arquidiocesano, [a matéria] teve de ser cancelada”. Em 13 de junho de 1973, o jornal informava que estava sob censura da Polícia Federal. Somente em 8 de junho de 1978, após muitas edições com quadrados em branco indicando que houve impedimentos para se publicar um conteúdo previsto, lia-se na manchete: “Acabou a censura no jornal O SÃO PAULO”. 

Nos anos 1980, o jornal também alcançou grande notoriedade por reportar e analisar as mobilizações pela redemocratização no País, bem como os trâmites e as votações da Assembleia Nacional Constituinte, da qual resultou a Constituição federal de 1988. Emblemáticas também foram as entrevistas com muitos dos candidatos à Presidência da República, ao Governo de São Paulo e à Prefeitura paulistana naquela década e nos anos 1990. 

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MULTIPLATAFORMA 

Em 2014, o jornal passou por uma significativa mudança editorial, que contemplou a criação de algumas seções como “Comportamento” (com reflexões acerca da postura dos católicos na família e na sociedade), Pelo Brasil e Pelo Mundo (ambas com um olhar peculiar da Igreja em relação aos fatos cotidianos), Com a Palavra (entrevistas com personalidades da Igreja e da sociedade) e Espiritualidade (com artigos dos bispos auxiliares). 

Em 2017, foi criado o site do jornal (www.osaopaulo.org.br), que cada vez mais se consolida como fonte de informação sobre os fatos da Igreja na Arquidiocese, no Brasil e no mundo, e foi especialmente importante durante a pandemia de COVID-19 – quando também se ampliou a distribuição do PDF do jornal por meio de grupos de WhatsApp e maior veiculação de conteúdos nas redes sociais (@jornalosaopaulo), muitos produzidos com o suporte de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial. 

Em 2022, teve início a publicação dos cadernos temáticos Fé e Cultura (mensal), Fé e Cidadania (mensal), Pascom em Ação (bimestral) e Laudato si’ – Por uma Ecologia Integral (bimestral), todos também contando com páginas especiais no site do jornal. 

Ano a ano, O SÃO PAULO amplia sua presença no ambiente digital, incluindo as coberturas em tempo real dos eventos da Arquidiocese, por meio de fotos e curtos vídeos publicados nas redes sociais. No final de 2025, foram realizadas, em parceria com a rádio 9 de Julho e a assessoria de comunicação da Arquidiocese, as primeiras lives temáticas no estúdio multimídia do Vicariato Episcopal para a Pastoral da Comunicação, abordando a realidade dos cristãos perseguidos em todo mundo; e o verdadeiro sentido do Natal. 

“O grande desafio para o futuro do nosso semanário é trabalhar cada vez mais em sinergia com as comunidades, paróquias e demais organizações eclesiais, atento aos sinais dos tempos, investindo na convergência de mídias, sem jamais perder a essência e o princípio fundamental que o norteia, que é sua identidade católica”, escreveu a direção do O SÃO PAULO, em junho de 2024, na comemoração das 3.500 edições

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