A ExpoCatólica 2026 foi aberta na manhã desta quinta-feira, 23, no Pro Magno Centro de Eventos, na zona Norte de São Paulo, com missa presidida pelo Padre Michelino Roberto, Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo.
Participaram da celebração eucarística expositores, autoridades e o casal Fabio e Kiara Castro, da Promotora – Promotora Católica, que desde 2003 organiza esta que é a maior feira de produtos, serviços e soluções para igrejas e instituições católicas da América Latina. Este ano, o evento prossegue até o domingo, 26.

NÃO ABANDONAR A FONTE DE ÁGUA VIVA
Na homilia, Padre Michelino, mencionando a 1ª leitura da 16ª Semana do Tempo Comum, em que Deus se apresenta como fonte de água viva (cf. Jr 2,13), recordou que, inicialmente, o povo caminhava pelo deserto confiando plenamente no Senhor, mesmo em meio às dificuldades e provações, mas quando entrou na terra prometida esqueceu-se de Deus, abandonando, assim, a fonte de água viva, substituindo-a por “cisternas rachadas”, uma imagem que é a síntese do pecado.
“O pecado não é apenas a transgressão de uma norma, é abandonar a fonte e procurar água onde não existe. É afastar-se daquele que pode saciar o coração e tentar preencher o vazio com coisas incapazes de nos dar a vida. O ser humano possui na alma uma sede profunda, sede de amor, de paz, de reconhecimento, de felicidade, sede de vida e de eternidade”, sublinhou Padre Michelino.

O Sacerdote enfatizou que muitas vezes o ser humano tenta saciar esta sede em “cisternas rachadas”, como o dinheiro, a posição social, o prazer, a aprovação dos outros, a busca obsessiva de sucesso, o desejo de controlar tudo: “São coisas que talvez ofereçam satisfação por algum tempo, mas não conseguem guardar a água viva. Prometem muito e, ao final, deixam o coração sempre mais vazio, porque o coração foi feito para Deus”.
Também na vida espiritual há o risco de que o fiel abandone a fonte de água viva, conforme alertou o Sacerdote: “Isso acontece quando a oração se torna apressada, quando a Palavra de Deus deixa de nos inquietar, quando nos acostumamos com sacramentos, quando participamos da missa, mas o coração permanece distante; quando conservamos as aparências da fé, mas perdemos a intimidade com Cristo; quando não vivemos ou não transformamos em vida a nossa fé, e, assim, nos manifestamos ao mundo incoerentes entre aquilo que professamos e aquilo que vivemos”.
Padre Michelino lembrou que diante destas posturas, Deus não busca censurar o ser humano, mas reconquistar seu coração: “Talvez, precisemos recordar o nosso primeiro amor a Deus: o tempo de uma conversão mais profunda, o momento em que descobrimos a beleza da fé, o fervor de nossa vocação, a alegria da primeira comunhão consciente, a paz de uma Confissão bem feita ou a consolação de perceber que Deus nos chamava para uma missão. A vida cristã amadurece, mas não pode perder o primeiro amor. A maturidade espiritual não consiste em substituir o amor por uma rotina fria; consiste em amar com maior profundidade, fidelidade e pureza”.
UM CORAÇÃO ABERTO PARA DEUS

Ao falar sobre o Evangelho proclamado na missa (cf. Mt 13,10-17), o Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação lembrou que Jesus recomenda a todos que não ouçam apenas externamente, mas com o coração aberto para Deus.
“A mesma palavra pode converter uma pessoa e deixar outra indiferente. A mesma Eucaristia pode transformar profundamente alguém e ser recebida por outro como simples hábito. A mesma cruz pode conduzir uma pessoa a confiança e a santidade e a outra levar à revolta. Deus não deixa de falar, somos nós que, muitas vezes, deixamos de escutar. O coração torna-se insensível quando adiamos continuamente a conversão, quando justificamos os nossos pecados, quando rejeitamos qualquer palavra que nos contraria, quando desejamos um Evangelho adaptado às nossas preferências ou quando acreditamos já saber tudo e não permitimos que Deus continue nos ensinando”.
“Talvez nós tenhamos nos acostumado demais com os dons recebidos. Temos a Eucaristia, mas nem sempre sentimos fome dela; temos a Palavra de Deus, mas nem sempre a meditamos; temos o sacramento da Reconciliação, mas, algumas vezes, permanecemos longos períodos sem nos confessar. Temos o Crucifixo diante dos olhos, mas nem sempre reconhecemos nele a maior declaração de amor que Deus fez à humanidade na história”, observou.
Por fim, ao lembrar que a Eucaristia é “a verdadeira fonte de água viva”, Padre Michelino exortou: “Que que jamais troquemos essa fonte pelas cisternas rachadas do mundo. Que o Senhor renove em nós o primeiro amor, abra nossos olhos e nossos ouvidos e nos conceda um coração doce, capaz de escutar sua palavra e colocá-la em prática”.

Após a missa, houve a abertura oficial da ExpoCatólica 2026. A entrada no evento é gratuita. Saiba mais detalhes pelo site https://expocatolica.com.br.
A Arquidiocese de São Paulo está com estande montado na feira, de onde estão sendo transmitidos programas da rádio 9 de Julho e está montada a redação on-line do jornal O SÃO PAULO.




