Janeiro Roxo tem ações de combate à hanseníase na capital

UBSs realizarão atividades de conscientização e Semana H; em 2022, foram diagnosticados 111 novos casos da doença no município de São Paulo

Janeiro Roxo tem ações de combate à hanseníase na capital, Jornal O São Paulo
Foto: Prefeitura da Cidade de São Paulo

Ao longo deste mês, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove a campanha anual de combate à hanseníase, Janeiro Roxo, além da Semana H, de 16 a 23 de janeiro. O objetivo é conscientizar a população sobre a doença na cidade de São Paulo e intensificar o diagnóstico precoce e o tratamento.

Em 2022, foram diagnosticados 111 casos de hanseníase na cidade de São Paulo, segundo dados parciais registrados até 23 de dezembro. Em 2021, também foram 111 novos casos; em 2020, 99; em 2019, 120 e; em 2018, 130 novos casos da doença.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do munícipio serão feitas ações de busca ativa para casos suspeitos de hanseníase, ações educativas junto à população de todas as regiões da capital, e a intensificação de exames para os contatos de pacientes diagnosticados com a doença, além dos exames dos casos suspeitos em geral.

Na Semana H haverá uma intensificação das ações da campanha nas seis Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) da cidade. As CRSs promoverão eventos em locais públicos de grande circulação de pessoas, como praças, estações de metrô e supermercados, para a ampla divulgação dos principais sinais e sintomas da doença e encaminharão os casos suspeitos para as UBSs de cada região.

“O objetivo das ações é prevenir e conscientizar a população sobre a doença, visando o diagnóstico rápido. Nossos profissionais de saúde da rede de atenção primária estão treinados e sensibilizados para o acolhimento e encaminhamento para as unidades de referência especializadas no tratamento da doença” afirmou a secretária-executiva de Atenção Básica, Especialidade e Vigilância em Saúde, Sandra Sabino Fonseca.

As atividades que serão feitas ao longo do mês e a programação da Semana H podem ser consultadas no link: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/hanseniase/index.php?p=269399

Sobre a hanseníase


A hanseníase é uma doença crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae (ou bacilo de hansen), que afeta a pele e nervos periféricos, e caracteriza-se pela alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e força muscular, principalmente em mãos, braços, pés, pernas e olhos. A doença, que possui desenvolvimento lento, é transmissível e pode gerar deformações e incapacidades permanentes, se não for tratada.

Os principais sintomas da hanseníase são:

– Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
– Área de pele seca e com falta de suor; com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; com perda ou ausência de sensibilidade;
– Sensação de formigamento (parestesias) ou diminuição da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
– Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés;
– Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que podem estar engrossados e doloridos;
– Úlceras de pernas e pés;
– Nódulos (caroços) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos;
– Febre, edemas e dor nas articulações;
– Entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.

Tratamento

O atendimento para a hanseníase é disponibilizado gratuitamente em todas as UBSs da cidade, que realizam consultas específicas para a detecção da doença e, quando ocorre a confirmação de um caso suspeito, este é encaminhado a uma unidade de referência em hanseníase (UR), para a confirmação diagnóstica, tratamento, avaliação de sequelas, acompanhamento e exame da rede de contatos do paciente.

O munícipe pode procurar a UBS mais próxima de sua residência por meio da plataforma Busca Saúde: http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/.

Fonte: Prefeitura da Cidade de São Paulo

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