‘Madre Assunta viveu a caridade de modo extraordinário’

Na noite da quinta-feira, 1o, o Arcebispo Metropolitano presidiu missa na Capela Madre Assunta, na data da memória litúrgica da Bem-Aventurada

‘Madre Assunta viveu a caridade de modo extraordinário’
Reprodução da internet

Há cerca de 125 anos, em 27 de outubro de 1895, a jovem italiana Assunta Marchetti, então com 24 anos de idade, chegava a São Paulo para cuidar de crianças órfãs, a pedido de seu irmão, o Padre José Marchetti, também missionário em terras brasileiras.

No orfanato feminino no bairro da Vila Prudente, na zona Leste, onde viveu a maior parte do tempo, até morrer em 1o de julho de 1948, Madre Assunta também dava assistência aos doentes e demais pessoas necessitadas.

Na quinta-feira, dia 1o, na memória litúrgica da Madre que foi beatificada em São Paulo em 25 de outubro de 2014, o Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu missa na Capela da Casa Madre Assunta, que fica nas dependências do antigo orfanato, onde hoje ainda há ações voltadas a crianças no contraturno escolar.

“Que pela intercessão da Beata Assunta, os doentes, que são tantos neste tempo, os aflitos também por causa das doenças e por falecimentos, sejam confortados e consolados; e que os pobres não sejam esquecidos”, exortou o Arcebispo Metropolitano no começo da missa.

Exemplo a ser seguido

Na homilia, o Cardeal Scherer destacou que a Beata é modelo de quem se consagrou a Deus e esteve sempre atenta ao próximo. “Madre Assunta viveu a caridade de modo extraordinário, na dedicação aos órfãos, aos doentes e aos imigrantes”, ressaltou, recordando que ela foi cofundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas), hoje presente em 28 países.

SAIBA MAIS SOBRE A VIDA DA BEATA ASSUNTA MARCHETTI

Recordando o Evangelho proclamado na missa (Mt 25, 1-13) – no qual Jesus, em parábola, fala das dez virgens que com suas lâmpadas saíram ao encontro do esposo, mas algumas delas deixaram que o óleo acabasse e, assim, sem luz, não puderam encontrá-lo – o Arcebispo lembrou que sempre é preciso estar preparado para a entrada no Reino dos céus, estando com a lâmpada acesa – ou seja, a fé – e com óleo suficiente para sustentá-la – as boas obras, as obras de misericórdia.

Madre Assunta assim o fez, e sua imagem em uma barca retrata não só o itinerário missionário que atravessou o continente para chegar ao Brasil, mas, também, uma vida repleta de boas obras, com as quais se apresentou diante de Deus.

“É um convite muito concreto para que nós olhemos para ela, recordando sempre o que fez. Ela viveu aqui. Os santos não são fantasia, não são mito. Os santos são pessoas de carne e osso”, recordou. “Neste lugar, há muito do testemunho e das obras de Madre Assunta”, complementou, destacando que as histórias dos santos devem ser sempre recordadas, a fim de que se tornem conhecidas pelas gerações e a todos encorajem para a prática da caridade e o testemunho da fé.

O chamado atual à caridade

‘Madre Assunta viveu a caridade de modo extraordinário’
Participantes da missa presidida por Dom Odilo na Capela da Casa Madre Assunta (Reprodução da internet)

O Arcebispo Metropolitano também recordou que Madre Assunta chegou ao Brasil em 1895, poucos anos após a abolição da escravatura, em 1888, a proclamação da República, em 1889, e a grande vinda de imigrantes ao País, em um contexto em que muitas pessoas viviam em dificuldade e precisavam das ações caritativas da Igreja.

Madre Assunta e o Padre José Marchetti se dedicaram aos cuidados dos órfãos, doentes, idosos e mais vulneráveis, em gestos de caridade concreta, que hoje, conforme lembrou o Arcebispo Metropolitano, devem ser imitados, pois há muitos que precisam de uma mão amiga e caridosa, como os mais pobres, as crianças, os doentes e os muitos imigrantes que vivem em São Paulo, vindos da África, do Oriente Médio e de países da América Latina.

“É este trabalho concreto de caridade que precisamos continuar a fazer a exemplo do que ela fez. Que a Beata Assunta interceda por nós e que, imitando o seu exemplo, nós mantenhamos a lamparina da nossa vida bem alimentada de óleo, com boas obras, fazendo o que é possível para ajudar o próximo”, disse o Arcebispo.

Causa de canonização

Após a comunhão, os participantes da missa rezaram, pedindo a intercessão da Beata Assunta Marchetti por todos os doentes e aflitos.

Por fim, Dom Odilo exortou que os fiéis continuem a rezar, pedindo a intercessão de Madre Assunta a Deus, em especial diante das situações de doença, a fim de que a Igreja possa atestar um milagre ocorrido pela intercessão da Beata, e, assim, haja a sequência do processo de canonização da Bem-Aventurada Assunta Marchetti.  

VEJA OUTRAS FOTOS DA MISSA COM DOM ODILO – 01.07.2021

‘Madre Assunta viveu a caridade de modo extraordinário’
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