Memorial das Crianças Não Nascidas é inaugurado no Santuário São Judas Tadeu

Departamento de Comunicação e Marketing do Santuário São Judas Tadeu

Em 25 de março, foi inaugurado no Santuário São Judas Tadeu, no Planalto Paulista, na Região Ipiranga, o Memorial da Esperança, também conhecido como Memorial das Crianças Não Nascidas. A escultura, instalada no pátio interno do Santuário, simboliza a misericórdia divina e a cura emocional de homens e mulheres que enfrentam as consequências do aborto.

A inauguração aconteceu após uma missa, presidida pelo Padre Daniel Apa­recido de Campos, SCJ, Pároco e Reitor, e concelebrada pelo Frei Evelio de Jesus, Reitor do Seminário da Ordem dos Mí­nimos de São Francisco de Paula. A cele­bração também contou com a presença de membros da Rede Nacional em Defesa da Vida e da Família (RNDVF), da Pastoral Familiar e da Pastoral da Escuta da Arqui­diocese de São Paulo, além de agentes de diversas pastorais do Santuário.

O monumento foi produzido em pe­dra-sabão e resina pelo artista eslovaco Martin Hudacek. A obra retrata uma mãe chorando por seu bebê abortado, enquan­to a criança estende a mão para a cabeça dela, simbolizando o perdão e a cura.

Esse memorial se junta a outros dois monumentos semelhantes no Brasil, loca­lizados no Rio de Janeiro (RJ) e em Bra­sília (DF). Seu significado está alinhado à inspiração de Santa Gianna Beretta Molla (1922–1962), médica, esposa e mãe ita­liana que sacrificou sua vida para salvar a filha durante a gravidez, reforçando a esperança e a cura para mulheres que en­frentam o trauma do aborto.

“Essa imagem fala por si e fica im­pressa na alma”, afirmou Zezé Luz, coor­denadora do projeto e representante da RNDVF, uma organização que congrega mais de 26 associações filantrópicas pró­-vida no Brasil. Ela também revelou que, ao apresentar a iniciativa ao Papa Fran­cisco em outubro de 2023, recebeu sua bênção com as palavras: “Vão curar essas pessoas feridas pela dor da culpa”.

Na homilia, Padre Daniel afirmou que o memorial é “um sinal visível da miseri­córdia de Deus”, que convida todos a uma atitude de reflexão. O Reitor agradeceu a es­colha do Santuário São Judas Tadeu como um dos locais para a reprodução do memo­rial e ressaltou o desejo de que as pessoas feridas pelas marcas do aborto possam en­contrar neste lugar o ânimo e a restauração.

“Toda desgraça se torna bênção quan­do há aprendizado e reflexão. O Memorial da Esperança é um convite à cura, à recon­ciliação e ao perdão, oferecendo um espa­ço para que todos possam se libertar das feridas do passado. Que o Santuário São Judas Tadeu continue sendo um local de amor, reparação e vida em abundância em Cristo”, afirmou o Sacerdote.

Após a missa, os fiéis seguiram em procissão até o local onde a escultura foi instalada, entre as escadarias do pátio in­terno da igreja antiga. Padre Daniel asper­giu os fiéis e a imagem com água benta, marcando oficialmente a inauguração.

Além da instalação do Memorial, o Santuário São Judas Tadeu também aco­lherá o Projeto Esperança, uma iniciativa da RNDVF criada em 1999 para oferecer suporte a pessoas afetadas pelo aborto, seja espontâneo, seja provocado. A Pas­toral Familiar, a Pastoral da Escuta e os Sacerdotes Dehonianos, responsáveis pela Paróquia, receberão a formação necessária para o acolhimento dos que buscam am­paro emocional e espiritual.

O programa adota uma abordagem de acolhimento e sigilo, visando a ajudar as pessoas a elaborar suas dores para alcan­çar o perdão e a paz. A iniciativa reforça o compromisso do Santuário em ser um espaço de acolhida e esperança para aque­les que buscam reconstruir suas vidas após experiências dolorosas.

(Colaborou: Priscila Thomé Nuzzi, do Departamento de Comunicação e Marketing do Santuário São Judas Tadeu)

Deixe um comentário