Em missa na Catedral da Sé, o Cardeal Scherer explicou o significado espiritual dos ministérios de Leitor e Acólito e reforçou o pedido de oração pelas vocações

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO
Na tarde do domingo, 2, centenas de fiéis participaram, na Catedral da Sé, da abertura do Mês Vocacional na Arquidiocese de São Paulo. A Eucaristia, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, marcou a instituição dos ministérios de Leitor e Acólito a seminaristas da etapa da Configuração (Teologia) e a candidatos ao diaconato permanente da Escola Diaconal São José.
A liturgia foi concelebrada por sacerdotes da Arquidiocese, entre os quais os reitores das casas formativas do Seminário Arquidiocesano Imaculada Conceição.
No início da celebração, o Padre João Henrique Novo do Prado, Reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Assunção e Animador Vocacional da Arquidiocese, recordou que “toda vocação nasce de um encontro pessoal com Jesus Cristo” e constitui uma resposta generosa ao chamado divino.
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O Sacerdote pontuou a dinâmica de oração do mês de agosto, no qual cada domingo é dedicado a uma vocação específica: ministérios ordenados; vida familiar e matrimonial; vida consagrada; vocação laical; e, por fim, o ministério dos catequistas.
Padre João Henrique também sublinhou o caráter histórico deste mês vocacional, no contexto da celebração dos 280 anos de criação da Diocese de São Paulo e dos 170 anos do Seminário Imaculada Conceição. “Que o nosso mês de agosto seja bastante frutuoso e que Deus conceda à nossa Arquidiocese boas vocações”, ressaltou, agradecendo o apoio do Cardeal Scherer na animação vocacional.

O SERVIÇO À PALAVRA E AO ALTAR
Durante a homilia, Dom Odilo aprofundou o sentido do sacerdócio comum de todos os batizados, chamados a viver santamente no mundo, e do sacerdócio ministerial, instituído pelo sacramento da Ordem para servir a Cristo e à Igreja.
“Nossa Igreja sem sacerdotes fica em falta. Por isso, Jesus recomendou aos apóstolos pedir ao Senhor da messe que envie vocações”, salientou.

Dom Odilo explicou o significado espiritual dos ministérios conferidos. Sobre o leitorato, recordou que a primeira missão da Igreja é o anúncio da Palavra de Deus. “Sem a Palavra de Deus, a fé não desperta, a fé se esfria”, destacou, alertando que a Palavra é o alimento constante para saciar a sede e a fome de infinito da humanidade.
Sobre o acolitato, o Arcebispo reforçou a indissociável união entre a Eucaristia e a caridade: “Servir Jesus na Eucaristia não é só servir o altar; é servir para que o povo tenha acesso a Ele. É servir o Corpo de Cristo no altar, ao povo de Deus, aos pobres, aos doentes e aos necessitados”.

O ministério de Leitor foi conferido aos seminaristas Daniel Alexo Rocha, David Felix da Silva, Gabriel dos Santos Lima, Leonardo Tatsuo Inoue, Rafael Penteado Manente e Victor Flores Lourenço dos Santos.
Já o ministério de Acólito foi instituído aos seminaristas César Lima, Fábio Aparecido Silva, Gabriel de Barros, Gil Pierre Herck, Kaique Gonçalves, Leonardo de Morais, Luís Henrique, Rodolfo Mota e Vitor Norberto.
Por sua vez, os candidatos ao diaconato permanente da Escola Diaconal São José – Fábio Aparecido Novais, Kleyton Gustavo de Rezende, Ricardo Correa de Souza e Vladimir da Fonseca Jr. – foram instituídos em ambos os ministérios.

O ‘SIM’ RENOVADO
Para os candidatos, o momento representou uma confirmação eclesial rumo à ordenação. O seminarista David Felix da Silva, do 2º ano de Teologia, expressou a dimensão de responsabilidade do leitorato: “É uma alegria receber este ministério porque é uma confirmação da Igreja; o nosso caminho é em vista da ordenação presbiteral, e o ministério de Leitor, instituído pelo Bispo, mostra que estamos aptos a ensinar a fé católica”.

Gabriel de Barros Augusto, seminarista do 3º ano da etapa da Configuração, partilhou o significado do acolitato em sua trajetória vocacional: “É um passo concreto que a Igreja nos chama a dar já no ministério Ordenado, na vida presbiteral. Para mim, é uma grande graça e um meio de renovar, mais uma vez, o meu ‘sim’ à minha vocação.”
O compromisso comunitário também foi exaltado por Kleyton Gustavo de Rezende, que está no 5º ano da Escola Diaconal São José: “É muito importante estar recebendo estes ministérios porque cada vez mais vamos sentin-do o quanto podemos servir à Igreja. E participar deste momento com toda a comunidade unida, com todos os nossos irmãos, é digno de nos colocarmos a serviço da Igreja; e isso é o mais importante.”
| O QUE SÃO O LEITORATO E O ACOLITATO? O Leitor é instituído no serviço da mesa da Palavra, na qual, de forma oficial, proclama as leituras das celebrações (exceto o Evangelho); a ele também é conferida a missão de organizar a catequese e orientar o povo em sua participação na assembleia. Já o Acólito é instituído para o cuidado do serviço do altar, ajuda ao diácono e serviço ao sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da missa. Além disso, cabe-lhe auxiliar na distribuição da Sagrada Comunhão aos fiéis, como ministro extraordinário, todas as vezes que for necessário. Pode ser encarregado, em circunstâncias extraordinárias, de expor publicamente o Santíssimo Sacramento à adoração dos fiéis, e fazer depois a reposição. Não pode, porém, dar a bênção ao povo. Também poderá cuidar da formação dos demais servidores da liturgia e dos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. |




