Morre o desembargador Antônio Carlos Malheiros

Atualizada às 19:55

Malheiros foi pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias e professor da PUC-SP, tendo uma grande contribuição na Arquidiocese de São Paulo

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 17, o desembargador Antônio Carlos Malheiros do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O desembargador foi pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias e professor da PUC-SP. Era reconhecido por seus diversos trabalhos voluntários, tendo uma grande contribuição na Arquidiocese de São Paulo, chegando a ser presidente da Comissão Justiça e Paz.

“Sua sensibilidade para com os mais pobres era alicerçada na formação cristã recebida na Companhia de Jesus desde a infância. Além da carreira jurídica e acadêmica, Dr. Malheiros destacou-se no serviço voluntário em numerosas iniciativas e trabalhos silenciosos e generosos realizados nas favelas, em favor da população em situação de rua e dependência química e em hospitais de nossa cidade”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, ao manifestar suas condolências.

“Grande defensor dos direitos humanos, uma presença firme na história da Arquidiocese de São Paulo e um cristão ativo. Foi um grande defensor dos direitos das crianças e dos adolescentes e nos ajudou em inúmeras situações não só no âmbito Judicial, mas geral”, disse ao O SÃO PAULO Sueli Camargo, coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Menor.

LEIA TAMBÉM:
Cardeal Scherer manifesta pesar pela morte de Antônio Carlos Malheiros

Antônio Carlos Malheiros: Sempre há tempo para a compaixão

BIOGRAFIA

Antônio Carlos Malheiros era Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP); Pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP, onde também era professor; conferencista da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB -SP).

Foi Coordenador da Infância e Juventude no TJ-SP e Presidente da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Mas de todas essas funções, o que mais se destaca é o fato de boa parte de sua vida ter sido dedicada ao trabalho voluntário.

Como ele mesmo se definiu, é “eclético” no voluntariado. Já atuou em favelas, ruas, hospitais, sobretudo com crianças e adolescentes. Há mais de 20 anos, troca a toga e a seriedade dos tribunais pelo nariz de palhaço para contar histórias a crianças portadoras de HIV.

NOTA DA PUC-SP

A PUC-SP em nota, manifestou tristeza pelo falecimento do desembargador:

“Profundamente consternados, comunicamos o falecimento do Professor Antonio Carlos Malheiros, Pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias, ocorrido nesta madrugada de 17/03/2021. O momento é de enorme tristeza e tão logo tenhamos outras informações comunicaremos.

Em nome da PUC-SP, manifestamos nossos sentimentos e solidariedade aos seus familiares e aos seus tantos amigos.

É muito sofrido para nós esse momento, mas ter convivido, trabalhado e desfrutado do privilégio da amizade da grande figura humana, profissional e docente que foi e segue sendo o Professor Antonio Carlos Malheiros é o que nos consola.”

Reitoria da PUC-SP”

NOTA DA PASTORAL DO MENOR

CREMAÇÃO E CONDOLÊNCIAS

O corpo será cremado às 17 horas de desta quarta-feira, 17, no Crematório da Vila Alpina, na Avenida Francisco Falconi, 437 – Vila Alpina – São Paulo. A cerimônia será reservada para a família, devido às restrições impostas pela pandemia.

Mensagens de condolências podem ser encaminhadas para a família pelo e-mail: chrismotta0106@gmail.com.

Notícias relacionadas

Comentários

  1. Fomos colegas na São Francisco (Turma Professor Pinto Antunes 1973). Por caminhos diferentes nos reencontramos e partilhamos o interesse pelas causas sociais. Por mais de vinte anos trabalhei no Unicef, onde me aposentei, totalmente devotado a mobilização de recursos materiais e humanos, inclusive projetos de mobilização social como o Criança Esperança. Pode-se imaginar que nossas conversas, esparsas no tempo, mas sempre encadeadas, se estendiam, no clube AOPM, na rua, na farmacia, no transito, ao telefone, em qualquer lugar.
    Como disse Jorge Luis Borges “Se vivesse cem anos gostaria de manter a curiosidade de um menino..”Assim era o Antonio Carlos. Uma das ultimas conversas, antes da pandemia especulávamos como se poderia ensinar ao jovem que alem de todos os seus direitos deveria cumprir obrigações para o seu próprio bem e interesse dos demais. O chamado senso comunitário. Muitas campanhas pelos Direitos da Criança e Do Adolescente enfatizavam os direitos e não tocavam nos deveres. O prazer de servir e tantos outros temas. Ricas conversas deixarão boas lembranças e também um vazio imenso. O curioso amigo continuara vivo em todos aqueles em quem tocou com tanta humanidade.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe!

Últimas Notícias

Assine nossa Newsletter