
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizou, na quinta-feira, 26 de fevereiro, sessão solene em referência à Lei Estadual nº 17.766/2023, que institui o Dia Estadual de Abertura da Campanha da Fraternidade, e marcou o início, no estado de São Paulo, da Campanha da Fraternidade 2026, cujo tema é “Fraternidade e Moradia”.
A sessão solene foi proposta pela deputada estadual Márcia Lia e reuniu autoridades eclesiásticas, representantes de pastorais e movimentos sociais ligados à temática da moradia.

Compuseram a mesa o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo; Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto (SP) e Presidente do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Carlos Silva, OFMCap., Bispo Auxiliar de São Paulo e Secretário-geral do Regional Sul 1; e Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, Bispo de Registro (SP) e Referencial Nacional da Pastoral da Moradia e Favelas.
DIGNIDADE HUMANA

Em sua intervenção, Dom Odilo destacou que a Campanha “não trata de amenidades”, mas de uma “chaga” social ligada à justiça e à dignidade humana. Recordando a realidade das periferias paulistanas e de outras regiões do País, chamou a atenção para famílias que vivem em áreas de risco, moradias precárias ou em situação de rua. “Moradia digna é direito humano reconhecido pela Constituição”, afirmou, defendendo um pacto social que envolva poder público e sociedade para a efetivação desse direito.
Dom Moacir agradeceu a lei que reconhece a abertura da Campanha no Estado e expressou o desejo de que a iniciativa contribua para o avanço de políticas públicas habitacionais. Já Dom Manoel reforçou que a moradia é direito fundamental e condição básica para a vida, conclamando à conversão pessoal e social diante da crise habitacional.

O coordenador regional da Campanha, Cláudio Lima Vieira, apresentou iniciativas apoiadas com recursos da Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto realizado no Domingo de Ramos. Representando movimentos sociais, Odenil Gonçalves Leonel (Denis da Moradia) entregou documento à Arquidiocese, sublinhando a urgência de ações estruturantes em favor das populações mais vulneráveis.





