
Na segunda-feira, 3, a Igreja em São Paulo deu continuidade às orações pelos fiéis defuntos, recordando de modo especial aqueles que dedicaram suas vidas ao serviço da Arquidiocese.
No começo da tarde, o Cardeal Odilo Pedro Scherer presidiu, na Catedral da Sé, a Missa em Sufrágio pelos Bispos, Sacerdotes e Leigos benfeitores falecidos.
No início da celebração, o Padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, Cura da Catedral, recordou nominalmente os bispos e arcebispos sepultados na Cripta da Catedral, além dos sacerdotes falecidos neste ano, entre eles o Cônego Helmo Faccioli, falecido em agosto, que atuou como Cura Auxiliar da Catedral.

‘QUANTO TRABALHO REALIZADO’
Na homilia, Dom Odilo ressaltou que a memória dos falecidos deve ser também ocasião de gratidão a Deus pelo bem que realizaram e pelo testemunho de fé que deixaram. Ao recordar os bispos que conduziram a Igreja em São Paulo ao longo de sua história, o Cardeal destacou os 280 anos da criação da Diocese de São Paulo, celebrados neste ano, e o trabalho de evangelização, organização e ação pastoral realizado por aqueles que o precederam.
“Quanto bem feito, quanto trabalho realizado!”, afirmou, lembrando que o território da antiga Diocese de São Paulo deu origem a mais de 40 dioceses. O Arcebispo também estendeu esse reconhecimento aos sacerdotes, pela dedicação a Deus e à Igreja, e aos leigos consagrados e demais fiéis que contribuíram para a missão evangelizadora.
O Cardeal recordou, ainda, que a fé cristã é transmitida de geração em geração e que todos recebem o legado daqueles que os precederam. Por isso, rezar pelos falecidos significaa também agradecer por sua contribuição à vida da Igreja e pedir a Deus que lhes conceda a recompensa eterna.

CRER NA VIDA ETERNA
Ao refletir sobre o sentido da morte, Dom Odilo reafirmou a esperança cristã na vida eterna. Recordando o episódio da ressurreição de Lázaro, destacou as palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim não morrerá eternamente”.
“Deus é o Deus da vida. E se nós nos unimos a Ele, Nele nós viveremos”, afirmou. O Arcebispo exortou os fiéis a perseverarem na fé e a viverem cada dia com serenidade, praticando o bem e caminhando ao encontro de Deus, confiantes na promessa da ressurreição.

ORAÇÃO NA CRIPTA
Após a comunhão, o Cardeal e os fiéis desceram à Cripta da Catedral, onde estão sepultados bispos, sacerdotes e leigos. Junto aos túmulos, Dom Odilo conduziu um rito de oração, pedindo a Deus que aqueles que ali repousam, “aguardando o dia feliz da ressurreição”, possam “contemplar o esplendor da glória de Deus no céu” e que sua espera “aumente também em nós a esperança da ressurreição”.
Em seguida, o Arcebispo aspergiu os túmulos com água benta, enquanto os presentes entoavam cantos, concluindo o momento de oração e memória àqueles que dedicaram suas vidas à Igreja.
*Texto escrito sob a supervisão de Daniel Gomes



