‘O Corpo e o Sangue que comungamos é o do Cristo vivo, glorioso e ressuscitado’

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo foi celebrada na Catedral da Sé, na manhã da quinta-feira, 3. Houve a bênção com o Santíssimo à cidade e aos fiéis

Santíssimo é conduzido pelo Padre Baronto até a entrada da Catedral da Sé para bênção à cidade (fotos: Luciney Martins/ O SÃO PAULO)

Seguindo todos os protocolos sanitários contra a COVID-19, dezenas de fiéis participaram na quinta-feira, 3, das missas das 9h e das 11h na Catedral da Sé, por ocasião da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como a festa de Corpus Christi.

“É grande a nossa alegria por podermos nos reunir nesta manhã, neste dia tão santo para nós. O que celebramos hoje é um desejo de Jesus: estar conosco até o fim dos tempos. Ele prometeu e cumpriu. Está no meio de nós, sobretudo, na presença de seu Corpo e Sangue, que é o verdadeiro alimento da nossa vida”, afirmou o Padre Luiz Eduardo Baronto, Cura da Catedral da Sé, no começo da missa das 11h, que também foi transmitida pelas plataformas digitais da Catedral e da Arquidiocese de São Paulo e pela rádio 9 de Julho.

A memória de Cristo na Eucaristia

Padre Baronto recordou, na homilia, que essa solene celebração faz memória daquele que nunca quis se separar da humanidade e que tomou a Ceia com os seus discípulos e a toma hoje com a comunidade reunida de fiéis.

“Na celebração da Eucaristia, torna-se presente o verdadeiro, único e irrepetível sacrifício de Cristo, o gesto de sua entrega cheia de amor por nós. Cada missa é a ceia e, ao mesmo tempo, a celebração de uma entrega do Senhor, uma entrega que se perpetua no coração da Igreja e do mundo. Especialmente na festa de Corpus Christi, a Igreja quer chamar a atenção dos seus filhos para uma presença especialíssima, real e verdadeira de Cristo”, destacou o Cura da Catedral.

Cristo, que sempre está na assembleia reunida, nas escrituras e no ministro ordenado que preside da Eucaristia, se faz especialmente presente no pão e vinho consagrados. “Ele está tão verdadeiramente presente que nós cremos que o Cristo que comungamos não é o cordeiro morto. O Corpo e o Sangue que comungamos é o do Cristo vivo, glorioso e ressuscitado”, disse o Sacerdote.

Comunhão e serviço aos irmãos

Recordando um ensinamento de Santo Agostinho de que “a Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja”, Padre Baronto afirmou que na comunidade de fé reunida todos comem do único pão e bebem do mesmo cálice, sendo, assim, impossível comungar e permanecer isolado, não estar em comunidade. “A Eucaristia faz a Igreja, nos torna unidade. É a comunhão que nos une a Cristo e aos irmãos”.

Ao comungar, ressaltou o Cura da Catedral, o fiel alimenta os mesmos sentimentos de Cristo,  sendo chamado a fazer as mesma opções de Jesus, que se abriu à vontade do Pai e se doou aos irmãos.

“Quem comunga as espécies eucarísticas sem o compromisso com os irmãos peca gravemente contra o Corpo e o Sangue do Senhor. Afinal, nos lembra São Paulo: o cálice que abençoamos não é a comunhão com o Sangue de Cristo e o pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo?”, advertiu o Sacerdote, recordando situações cotidianas de desrespeito à dignidade humana, como a indiferença com as condições de vida das pessoas em situação de rua.

Pão e vinho: Corpo e Sangue de Cristo

Ainda na homilia, o Sacerdote lembrou que a festa de Corpus Christi também é de gratidão pelo pão e vinho, que de elementos perecíveis se tornam, pela invocação do Espírito Santo, “o Corpo e o Sangue de Cristo que são eternos”.

Ao comungar, o cristão se alimenta de Cristo, “mas é Ele que nos assimila. Somos nós que nos transformamos Nele, que é maior do que nós”, de modo que o homem se converte naquilo que come.

“São Paulo dirá isso de uma forma tão bela: ‘Não, não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim’. Essa é uma realidade tão bonita que a comunhão eucarística nos faz experimentar e que só foi possível graças a este mistério da presença real de Jesus na espécie do pão e do vinho”, afirmou Padre Baronto, destacando, ainda, que a Comunhão é a forma de maior intimidade do Senhor com cada pessoa.

Adoração e bênção sobre a cidade

Após os ritos da Comunhão, Padre Baronto conduziu um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, que foi exposto no altar central da Catedral da Sé.

Na sequência, pelo corredor central, o Sacerdote conduziu o Santíssimo até a porta do templo que fica de frente ao marco zero da cidade e abençoou a capital paulista.

De volta ao interior da igreja mãe da Arquidiocese, o Santíssimo foi novamente exposto no altar central para um momento de adoração, ao som de “Tão Sublime Sacramento”, entoado pelo Coro da Catedral da Sé, regido pelo maestro Delphim Rezende Porto. Por fim, Padre Baronto deu a bênção com o Santíssimo aos fiéis.

Este ano, seguindo a recomendação das autoridades sanitárias para que não haja aglomerações, não houve a procissão com o Santíssimo pelas ruas próximas à Catedral.

Fiéis participam da Solenidade de Corpus Christi na Catedral da Sé

Nesta quinta-feira, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo será celebrada em todas as paróquias da Arquidiocese, em horários variados. Boa parte  das missas acontecerão no período da noite, uma vez que o feriado de Corpus Christi na cidade de São Paulo foi antecipado para abril, quando se vivenciava uma fase mais crítica do que a atual quanto ao número de internações e mortes por COVID-19.

No Facebook do jornal O SÃO PAULO há uma galeria de imagens com as celebrações de Corpus Christi em diferentes paróquias da Arquidiocese.

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