‘O grande lucro que devemos buscar com a religião é a vida eterna’

Cardeal Odilo Scherer (foto: Bruno Melo/arquivo)

Na missa da manhã da sexta-feira, 17, o Cardeal Odilo Pedro Scherer chamou a atenção para o perigo daqueles que usam a fé e a religiosidade como fonte de riqueza e vantagens materiais.

O Arcebispo de São Paulo presidiu Eucaristia na capela da sua residência, transmitida pela rádio 9 de julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

Nesta data, a Igreja celebra a memória de São Roberto Belarmino, Bispo e doutor da Igreja. Nascido em 1542 em Montepulciano, na Toscana (Itália), ele entrou na Companhia de Jesus (Jeusítas) em Roma e foi ordenado sacerdote. Sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano. Eleito cardeal e nomeado Bispo de Cápua, contribuiu com a sua atividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas. Morreu em Roma no ano 1621.

Tentação

Na homilia, Dom Odilo meditou sobre a Primeira leitura (1Tm 6,2c-12), na qual São Paulo afirma que quem “ensina doutrina estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras”.

O Apóstolo também alerta para o mal daqueles que “que fazem da piedade assunto de lucro” e enfatiza: “Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro”.

Falsos profetas

O Cardeal Scherer lembrou que essa tentação sempre foi condenada nas Sagradas Escrituras, já no Antigo Testamento, em relação a muitos falsos profetas que surgiam para explorar o povo. De igual modo, esse mal também existe na atualidade.

“A grande vantagem, o grande lucro que devemos buscar com a religião e com a piedade são os bens de Deus, a vida eterna”, afirmou o Arcebispo, exortando os fiéis a estarem atentos ao perigo de viver a fé movido pela ganância, distinguindo, contudo, da prática cristã de partilhar e ajudar materialmente o sustento das obras evangelizadora por meio de dízimos, ofertas e  ações solidárias.

“Que Deus nos dê sempre a capacidade da verdadeira fé e da reta intenção na prática da religião e não nos deixemos enganar por aqueles que fazem da religião uma fonte de comércio e lucro”, concluiu Dom Odilo.  

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