Oitava da Páscoa: ‘Perseveremos na fé batismal e na fidelidade à Igreja de Cristo’

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu, na capela da sua residência, a missa desta segunda-feira da Oitava da Páscoa, 5, período litúrgico que estende a celebração do dia da Ressurreição do Senhor por toda a semana. A Eucaristia foi transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.  

Pregação de Pedro

A Liturgia da Palavra desta semana continua a proclamar a ressurreição de Jesus por meio dos diversos relatos pascais, das aparições do Ressuscitado e do testemunhos dos apóstolos.

A primeira leitura (At 2,14.22-32), destaca a pregação de Pedro, após receber o Espírito Santo em Pentecostes. Na homilia, Dom Odilo relatou que esse discurso é um forte testemunho e, ao mesmo tempo, uma leitura teológica sobre a ressurreição de Jesus. “Não simples relatos, mas a busca da interpretação, da compreensão do que aconteceu: Jesus de Nazaré, homem provado por Deus, foi posto à morte e, assim, foi cumprido o que diz a Escritura”, destacou.

O Cardeal sublinhou, ainda, que Pedro enfatizou que Jesus não é apenas um descendente de Davi entre tantos judeus, mas “o descendente”, aquele que Deus havia prometido enviar e, por meio dele, anuncia a todos o perdão e a remissão dos pecados.

“Essa é uma interpretação que, para nós, hoje, parece obvia, mas no momento em que essas palavras foram ditas por São Pedro, isso ainda não estava claro e elaborado. Portanto, já nas pregações iniciais dos apóstolos, tenta-se compreender o que Deus realizou em nosso favor por meio dos fatos da paixão, morte e ressurreição de Jesus”.

Batismo

O Arcebispo também destacou que a liturgia da oitava da Páscoa faz referência ao Batismo, assinalando que por esse sacramento, o cristão participa da Páscoa de Jesus, recordando as palavras de São Paulo: “Se morremos com Cristo, se com ele formos sepultados na morte, também com ele viveremos”.

Essa verdade de fé é ressaltada na antífona do início da missa do dia, que diz: “O Senhor vos introduziu na terra onde corre leite e mel; que sua lei esteja sempre em vossos lábios”. “Os que foram batizados, receberam a graça de uma vida nova, a terra da Nova Aliança, da salvação e da vida nova. A consequência do Batismo é viver de acordo com a Lei de Deus, segundo o Evangelho”.

Dom Odilo explicou, ainda que por esse motivo, os cristãos renovam as promessas batismais na Vigília Pascal  e da profissão de fé, reassumindo com nova disposição a graça do Batismo e o compromisso de viver a fé e as obras dela decorrentes. É o que enfatiza a oração litúrgica deste dia:

“Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja, dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que, por toda a sua vida, estes vossos servos e servas sejam fiéis ao sacramento do Batismo que receberam, professando a fé”.

Tempo de renovação

“A nossa vida cristã é dinâmica, não é estática, deve ser reassumida constantemente, precisa crescer e frutificar”, afirmou o Arcebispo, reforçando que isso só é possível se os cristãos permanecerem fiéis em Cristo e se colaborarem com a graça de Deus.

“A Páscoa e o tempo pascal nos chamam a renovar nosso propósito de vida cristã  e a pedir a Deus, portanto, pela firmeza na fé e constância na prática das boas obras e daquilo que é coerente com a vida cristã. Peçamos a Deus a perseverança na fé, a fidelidade à fé batismal à Igreja, na qual fomos inseridos pelo Batismo”, concluiu o Cardeal.

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