Que os diáconos permanentes semeiem a caridade e bem sirvam à Liturgia

Os diáconos permanentes da Arquidiocese de São Paulo participaram na noite da sexta-feira, 12, na Basílica Menor de Sant’Ana, na zona Norte, da missa em que renderam graças a Deus por sua vocação e celebraram seu padroeiro, São Lourenço, diácono e mártir, cuja memória litúrgica é recordada em 10 de agosto.

Que os diáconos permanentes semeiem a caridade e bem sirvam à Liturgia, Jornal O São Paulo
Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

A missa foi presidida pelo Cardeal Scherer, tendo entre os concelebrantes Dom Jorge Pierozan e Dom Ângelo Ademir Mezzari, Bispos Auxiliares de São Paulo, e o Cônego Celso Pedro da Silva, presbítero que acompanha o diaconato na Arquidiocese. Participaram aproximadamente 50 diáconos permanentes.

Ao saudar a todos, Dom Odilo convidou os participantes da missa a agradecer pelo dom da vida e fez memória dos diáconos e seus familiares que faleceram em decorrência da COVID-19 nos últimos anos, e dos diáconos que estão doentes.

SERVIDORES DA IGREJA E DO POVO

Que os diáconos permanentes semeiem a caridade e bem sirvam à Liturgia, Jornal O São Paulo

“Assistir o bispo e os sacerdotes na celebração dos divinos mistérios, sobretudo da Eucaristia; distribuí-la; assistir o Matrimônio e abençoá-lo; proclamar o Evangelho e pregar; presidir funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade” estão entre as funções dos diáconos permanentes, conforme o Catecismo da Igreja Católica (no 1.570).

O Arcebispo Metropolitano recordou, na homilia, que a missão dos diáconos é a de semear a caridade, no serviço aos pobres, aos doentes e a todos os necessitados, tal qual fez Cristo, bem como servir à Liturgia.

Dom Odilo agradeceu-lhes pelo empenho nos múltiplos trabalhos que realizam por amor a Deus e aos irmãos, nas paróquias e comunidades da Arquidiocese. Também expressou sua gratidão às suas esposas e aos formadores dos diáconos.

De acordo com o Diácono Ailton Machado Mendes, 60, Vice-Reitor da Escola Diaconal São José, a Arquidiocese conta com 105 diáconos permanentes. Além disso, há 26 candidatos ao diaconato, sendo que dois deles já estão na fase final de formação, o sexto ano, no qual realizam um período de vivências pastorais com a população em situação de rua, por meio da Missão Belém, e nas Pastorais da Saúde e da Esperança.

O EXEMPLO DE SÃO LOURENÇO

Dom Odilo ressaltou que o exemplo de São Lourenço, martirizado no século III, sempre deve inspirar os diáconos permanentes: “São Lourenço deu a vida pelo Evangelho, testemunhou o amor aos pobres, conforme Jesus ensina. A vida dele foi perdida para este mundo, mas não para Deus”, disse, enfatizando que quem busca preservar a própria vida vai perdê-la, mas quem a arrisca por causa de Cristo e do Evangelho vai salvá-la. 

São Lourenço teve responsabilidades na administração dos bens da Diocese de Roma. No ano de 258, ao ser obrigado pelo império a apresentar os “tesouros da Igreja”, mostrou o grande bem da Igreja: os pobres. Acabou condenado à morte, sendo executado cruelmente, assado em uma espécie de grelha.

“Como São Lourenço, que mantenhamos o nosso olhar voltado para Jesus Cristo”, afirmou o Arcebispo, recordando que todos os batizados devem participar da missão da Igreja, como tem destacado o Papa Francisco ao falar sobre a Igreja sinodal.

Ordenado diácono permanente em 2020, Marcel Alves Martins, 38, lembrou ao O SÃO PAULO o quanto São Lourenço o inspira: “Ele tinha um carinho e uma dedicação integral às pessoas que mais necessitavam. É um exemplo que nos move, nos impulsiona a atuar nas muitas periferias geográficas e existenciais, nas quais as pessoas precisam de uma presença muito intensa da Igreja”.

Antes da bênção final, Dom Odilo recomendou aos diáconos que sempre tenham momentos para a convivência em família, e que se mantenham felizes em servir à Igreja e aos irmãos.

Que os diáconos permanentes semeiem a caridade e bem sirvam à Liturgia, Jornal O São Paulo
CAMINHO FORMATIVO DOS DIÁCONOS PERMANENTES
– Acompanhamento inicial pela Pastoral Vocacional;
– Para ingressar na Escola Diaconal São José é preciso ter, no mínimo, 35 anos de idade, e, no máximo, 65 anos. Além disso, é necessário ter, ao menos, cinco anos de vida matrimonial;
– Tempo de estudo:
* Cinco anos de estudo na escola diaconal
* Curso completo do curso de Teologia na PUC-SP
* Três anos de curso na escola diaconal, caso já tenha curso de Teologia válido concluído.
* O sexto ano é o de vivência pastoral junto à população em situação de rua, na Missão Belém, com o Padre Gianpietro Carrara; junto à Pastoral da Saúde, com o Padre João Mildner; e na Pastoral da Esperança, no Cemitério da Vila Formosa, com o Diácono João Bottura.

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