‘Se pecamos, devemos ter a humildade de pedir perdão e a coragem para mudar de vida’

(Reprodução da internet)

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, presidiu, na capela de sua residência, a missa desta segunda-feira, 22, transmitida pela rádio 9 de Julho e pelas mídias digitais da Arquidiocese.

A liturgia da Palavra deste dia dá destaque para  a história de duas mulheres, uma era inocente, foi condenada injustamente, mas resgatada. A outra, pecadora, foi perdoada. 

Ao comentar as leituras, na homilia, Dom Odilo ressatou que ambas falam da maldade humana e do julgamento divino.

Falso testemunho

Na primeira leitura (Dn 13,41c-62), aparecem dois pecados, o primeiro é  luxuria dos dois anciãos que tentaram seduzir a jovem Susana, mas por não conseguirem o que queriam, a condenaram à morte. Aí aparece o segundo pecado, o falso testemunho.

No entanto, graças à intervenção de Deus por meio do profeta Daniel, Susana foi julgada novamente, seus acusadores foram desmascarados e ela teve sua inocência provada.

“O falso testemunho, a injúria e a calúnia estão na ordem do dia. Quanta calúnia, quanta acusação falsa, mentiras que fazem mal, que tiram do próximo o direito à honra, do reconhecimento moral, que faz suspeitar do próximo de pecados que ele não cometeu”, destacou o Cardeal Scherer, acentual que esse é um pecado muito grave e violam um dos mandamentos da Lei de Deus.

‘Atire a primeira pedra’

Já  relato no Evangelho (Jo 8,1-11), Jesus se vê diante da acusação de uma mulher que foi pega em adultério, também um pecado grave contra os mandamentos e, segundo o costume da época, deveria ser apedrejada.

O Arcebispo, contudo, observou que essa mulher não havia cometido esse pecado sozinha. “Onde estava o homem que cometeu o adultério com ela? Aí está o desequilíbrio do julgamento. A lei deve ser justa e não tendenciosa”, salientou.

O texto narra, ainda, que os mestres da lei apresentaram a situação de Jesus para coloca-lo à prova, pois, se confirmasse a condenação, seria acusado de não ter misericórdia para com a mulher, se fosse contrário ao apedrejamento, o acusariam de não seguir a lei de Moisés.

“Jesus, na sua sabedoria, coloca os acusadores da mulher diante de uma questão: Quem de vocês não têm pecado, que atire a primeira pedra. Os acusadores foram saindo a começar pelos mais velhos, observa o evangelista, provavelmente porque tiveram de reconhecer terem mais pecados”, destacou Dom Odilo.

Arrependimento e conversão

O Cardeal ressaltou, ainda, que Jesus não condenou aquela mulher. Pelo contrário, afirmou que seus pecados haviam sido perdoados. Porém, recomendou-lhe que não voltasse a pecar.  “O perdão é dado, mas também é preciso o arrependimento, o propósito de mudança de vida, a conversão. Jesus não diz que não houve pecado. Nem diz que o pecado não foi nada, mas recomenda que não volte a pecar”, sublinhou o Arcebispo.

O Cardeal destacou que, neste período de pandemia, muitas pessoas estão tendo dificuldade para se confessar. Nesse sentido, ele recordou que para essas situações excepcionais, a Igreja recomenda que a pessoa, após fazer um sincero exame de consciência, manifeste seu arrependimento a Deus, em oração, por meio de um ato de contrição, e faça o propósito de buscar o sacramento da Reconciliação assim que for possível.

“Se pecamos, devemos ter a humildade de pedir perdão e a coragem para mudar de vida”, concluiu Dom Odilo.

Notícias relacionadas

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe!

Últimas Notícias

Assine nossa Newsletter