
Em 25 de fevereiro, o Colégio Passionista São Paulo da Cruz, no Tucuruvi, zona Norte da capital paulista, recebeu a visita pastoral do Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade da Arquidiocese de São Paulo e do Núcleo de Formação Continuada para Profissionais da Educação da Fundação São Paulo.
A atividade teve como objetivo estudar a carta apostólica Desenhando Novos Mapas de Esperança, do Papa Leão XIV, publicada por ocasião do 60º aniversário da declaração conciliar Gravissimum educationis, do Concílio Vaticano II. Do item 1 ao 10.4, os participantes percorreram os principais fundamentos teológicos, pedagógicos e pastorais apresentados pelo documento, aprofundando seus eixos estruturantes e suas implicações para a missão educativa da Igreja.
Houve ainda a palestra “Escola em Pastoral”, conduzida pelo professor Diego Kenji de Almeida Marihama, coordenador acadêmico e assessor pedagógico. Ele destacou que a proposta da “Escola em Pastoral” não se limita à transmissão de conteúdos, mas trata-se de um compromisso com o desenvolvimento pleno da pessoa em suas múltiplas dimensões. Educar, nessa perspectiva, significa reconhecer o aluno como sujeito em constante processo de crescimento, e não mero receptor de conteúdo.
Diego Marihama sublinhou ainda que, embora não seja necessário que todos compartilhem da fé católica, é fundamental que compreendam e respeitem os valores que sustentam a identidade institucional, tais como dignidade, justiça, responsabilidade e cuidado com o outro, princípios universais que atravessam e fundamentam o projeto educativo.

Segundo ele, muitas dificuldades vivenciadas em sala de aula não se explicam apenas por questões disciplinares, mas por fragilidades afetivas e relacionais “O espaço educa, o clima educa, a postura do adulto educa”, afirmou, ressaltando a força pedagógica dos microgestos no cotidiano escolar e a responsabilidade formativa presente em cada atitude.
Diego enfatizou que a “Escola em Pastoral” ultrapassa o âmbito das celebrações religiosas, e se concretiza no modo de acolher, corrigir, dialogar e celebrar conquistas; manifesta-se na linguagem adotada, na mediação dos conflitos e nas decisões pedagógicas cotidianas. Trata-se de uma presença formativa que permeia toda a dinâmica escolar.
Direitos humanos, justiça social e cuidado com o meio ambiente foram apresentados como valores transversais que perpassam todo o currículo. Educar é formar consciência; é preparar para a vida e para uma convivência social responsável e solidária. O clima do encontro foi marcado por escuta ativa, reflexões e diálogos entre os professores e a equipe do Vicariato.
Representando o Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade, esteve Gabriela Lumina Velasquez da Costa, secretária do organismo. Também participaram Mauro Bertolino, designer educacional; Karoline Santos de Oliveira Lessa, responsável pelo Departamento de Pastoral e Ensino Religioso; e Cássia Morais, representante da Comissão Especial do Vicariato.
Por Gabriela Lumina Velasquez
Vicariato para a Educação e a Universidade





