
Às vésperas do início da Semana Santa, o Papa Leão XIV planeja sua viagem para o principado de Mônaco, uma pequena cidade-Estado soberana situada na costa da França. É a primeira vez que um Pontífice realiza essa viagem, que durará apenas um dia: o Santo Padre parte às 7h do sábado, 28, e retorna a Roma por volta das 20h do mesmo dia.
O país, que abriga menos de 40 mil pessoas, tem o catolicismo como religião de Estado. Historicamente, outros papas se aproximaram bastante de Mônaco, mas não houve uma visita formal ao território.
“É um evento histórico e sem precedentes, que chega, de certo modo, inesperado”, disse o Arcebispo Dominique-Marie David ao jornal católico italiano Avvenire. Além de ser recebido pelo Príncipe Alberto II, o Papa encontrará a comunidade católica local e presidirá a celebração da Eucaristia no Estádio Luís II.
“A partir daqui, o Papa nos abrirá os olhos e o coração para as tragédias que nos cercam”, afirmou o Arcebispo de Mônaco. “Aliás, o príncipe Alberto II está muito empenhado na promoção da justiça e da paz. E Mônaco já nos convida a viver a solidariedade para com aqueles que sofrem devido à violência e às hostilidades. Imagino, portanto, que esse possa ser um dos temas em pauta.”
O tema da viagem, a terceira do ainda novo pontificado, é “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). “Se o catolicismo é a religião do Estado, ele tem o dever de inspirar, orientar e apoiar nosso povo, nossa legislação e nossas escolhas éticas”, declarou Dom Dominique-Marie. “Estamos plenamente conscientes de que não basta invocar princípios, mas é preciso explicar que a Igreja não é contra a vida, mas a favor dela e da dignidade humana, e que seu ensinamento visa ao bem do ser humano”, complementou.
O Arcebispo disse ao Vatican News que, embora Mônaco seja um país rico, ali existem muitas “pobrezas escondidas”, como, por exemplo, entre os migrantes provenientes de 150 nacionalidades.




