Ouvir os ‘sinais dos tempos’ e fazer pastoral para o mundo de hoje

Ouvir os ‘sinais dos tempos’ e fazer pastoral para o mundo de hoje, Jornal O São Paulo
Vatican News

Famoso comunicador católico e fundador da Família Paulina, o Beato Tiago Alberione foi capaz de compreender os “sinais dos tempos” e adaptar sua prática pastoral às necessidades do momento em que viveu. Assim resumiu o Papa Francisco na audiência com paulinos e paulinas, na quinta-feira, 25 de novembro, no Vaticano. Este ano, eles celebram o 50° ano da morte de seu fundador.

Essa festividade serve para recordar a atualidade do carisma de Alberione, que, inspirado pelo apóstolo São Paulo – daí a “Família Paulina” -, conseguiu “valorizar os instrumentos e as linguagens mais eficazes oferecidos pelo progresso tecnológico”.

O Beato Alberione viveu entre 1884 e 1971. Sacerdote italiano, ele fundou diversas congregações religiosas masculinas e femininas, e ficou internacionalmente conhecido pelas editoras que publicam livros no mundo todo (no Brasil, Paulus e Paulinas).

PAIXÃO PELO EVANGELHO

A “concretude” das obras de Alberione, disse o Papa Francisco, deve inspirar a Família Paulina ainda hoje, que “na oração recebe a capacidade de escutar os sinais dos tempos para adequar os projetos apostólicos às situações e às necessidades da gente de hoje”.

“Um Evangelho feito só de palavras não funciona: o Evangelho toca o coração, a paixão”, afirmou Francisco, novamente à luz dos ensinamentos de São Paulo apóstolo. “É exatamente a paixão pelo Evangelho que brilha em suas numerosas iniciativas apostólicas, animadas pela mesma motivação e finalidade que encontramos no apóstolo”, acrescentou.

Assim como no passado, o Beato Alberione aplicou os meios de comunicação à sua disposição para difundir o Evangelho, agora os cristãos são chamados a se adaptar. Para os paulinos e paulinas, “é decisivo”, disse o Papa, que “assumam os instrumentos modernos da comunicação como elementos de pastoral ordinária”, mas “animados pelo seu carisma próprio e enriquecidos pela experiência do trabalho de campo.”

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