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Papa: a luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode transformar o mundo

Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido: disse Leão XIV no Encontro com os jovens e as famílias, em Bata, na Guiné Equatorial

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Vatican Media

O Encontro com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, em Bata, cidade costeira da Guiné Equatorial, encerrou os compromissos do Papa esta quarta-feira, 22 de abril, em seu segundo e penúltimo dia no país africano.

O Estádio de Bata, uma das principais estruturas esportivas do país, reformado para a Copa da África de 2012 e com capacidade para 35.700 pessoas, transformou-se no cenário de um grande evento de luzes e cores, embalado pelo ritmo dos cantos juvenis cristãos e danças tradicionais com os trajes típicos dos principais grupos étnicos que formam o povo da Guiné Equatorial.

De fato, antes do discurso de Leão XIV, teve lugar a saudação de boas-vindas de dom Miguel Angel ao Papa, a apresentação dos grupos juvenis com danças e vestes tradicionais, seguida do testemunho de uma jovem trabalhadora, de um jovem casal, de um jovem seminarista e de um adolescente.

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No discurso, o Pontífice lembrou o lema desta viagem – Cristo, luz da Guiné Equatorial, rumo a um futuro de eseprança -, bem como o logotipo, em que se destaca a imagem de uma cruz dourada. Colhendo a inspiração bíblica deste Encontro com os jovens e as famílias “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12) e a ideia central do evento – Cristo é a Luz. Os jovens, iluminados por Ele, são esperança do país e a família é a primeira escola de luz -, o Santo Padre afirmou:

Aqui, a luz mais resplandecente é a dos vossos olhos, dos vossos rostos, do vosso sorriso, dos vossos cânticos, nos quais tudo é testemunho de que Cristo é alegria, sentido, inspiração e beleza para a nossa vida.

O Santo Padre ressaltou que a Guiné Equatorial é um país rico de história e tradições. “Vimo-lo há pouco – disse -, nas danças, nos trajes e nos símbolos com que cada grupo expressou a sua identidade, tornando ainda mais evidente e comovente o nosso estar juntos. Trouxestes objetos simples e do quotidiano – um bastão, uma rede, a reprodução de uma ilha, um barco, um instrumento musical – que falam da vossa vida e dos valores antigos e nobres que a animam, como o serviço, a unidade, o acolhimento, a confiança, a festa. É a herança luminosa e exigente da qual vós, queridos jovens, sois chamados a ser, na fé, o alicerce do vosso futuro e desta Terra”.

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Lembrando os testemunhos precedentemente apresentados, Leão XIV referiu-se ao de uma jovem trabalhadora. Ela afirmou que ser cristã não significa apenas participar na celebração eucarística, mas também trabalhar com dignidade e tratar todos com respeito, evocando ainda o desafio de ser mulher no mundo do trabalho.

Alicia falou-nos da importância de se ser fiel aos próprios deveres e de contribuir, através do trabalho quotidiano, para o bem da família e da sociedade. Partilhou conosco o seu sonho de uma terra “na qual os jovens, homens e mulheres, não procurem o sucesso fácil, mas optem pela cultura do esforço, da disciplina e do trabalho bem feito, e que este seja valorizado”.

Isto convida-nos a refletir sobre a importância do empenho fecundo e sobre a necessidade de promover sempre a dignidade de cada ser humano, frisou o Santo Padre, acrescentando:

O mesmo testemunhou Francisco Martin, referindo-se ao chamamento para o sacerdócio. Ele escancarou diante de nós uma janela para a belíssima realidade de tantos jovens que se entregam totalmente a Deus pela salvação dos irmãos. Não escondeu que teve dificuldade em encontrar coragem para dizer o seu fiat, mas nas suas palavras todos nós compreendemos que confiar na vontade de Deus dá alegria e profunda serenidade. Uma vida entregue a Deus é uma vida feliz, que se renova todos os dias na oração, nos sacramentos e no encontro com os irmãos e irmãs que o Senhor coloca no nosso caminho.

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Na comunhão dos corações e na ação solícita para com os necessitados, renovam-se os milagres da caridade. Por isso, se sentis que Cristo vos chama a segui-lo num caminho de especial consagração – como sacerdotes, religiosas e religiosos –, não tenhais medo de seguir as suas pegadas, exortou o Papa.

Leão XIV lembrou aos jovens que eles vieram a este encontro com suas famílias. “Elas são o terreno fértil no qual a árvore fresca e frágil do vosso crescimento humano e cristão afunda as suas raízes. Convido-vos, portanto, a agradecer juntos ao Senhor pelo dom dos vossos entes queridos”, a confiar-vos a Ele para que as vossas famílias possam crescer na união, acolher a vida como um dom a ser protegido e educado para o encontro com o Senhor, Caminho, Verdade e Vida.

Muitos de vós preparam-se para o sacramento do Matrimônio. Ser esposos e pais é uma missão entusiasmante, uma aliança a viver dia após dia, na qual vos descobrireis sempre novos um para o outro, artífices, com Deus, do milagre da vida e construtores de felicidade, para vós e para os vossos filhos.

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Victor Antonio lembrou-nos que acolher a vida requer amor, empenho e cuidado, e estas palavras nos lábios de um adolescente devem levar-nos a refletir seriamente sobre o quão importante é tutelar e proteger a família e os valores que nela se aprendem. Uma família que sabe acolher e amar é luz, é calor.

Antes de despedir-se, o Santo Padre fez uma forte exortação aos jovens, aos pais e a todos os presentes, convidando-os a deixar-se entusiasmar pela beleza do amor, a ser testemunhas do amor que Jesus nos deu e ensinou: “Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido”.

“Façamos juntos disto mesmo um firme propósito e um compromisso alegre, para que Cristo, Crucificado e Ressuscitado, luz da Guiné Equatorial, da África e do mundo inteiro, possa guiar-nos a todos rumo a um futuro de esperança”, disse por fim.

Fonte: Vatican News

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