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Papa em diálogo com os jovens: não tenham medo, Deus nunca é indiferente!

Do Papa Leão, os jovens ouviram um forte encorajamento a não sentirem medo e acolherem os planos que Deus tem para cada um: “Queridos amigos, é nesta amizade com Jesus que se realiza o nosso discernimento, uma reflexão que se faz invocando o Espírito Santo. Trata-se de um exercício constante para caminharmos de forma ordeira e segura”.

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Vatican Media

A vigília de oração com os jovens no estádio de Saint-Denis se transformou numa “mini JMJ”, com a presença de cerca de 80 mil fiéis. O maior estádio do país, onde o Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1998 para os donos da casa, acolheu rapazes e moças vindos de toda a França, que puderam saudar o Santo Padre antes do início da cerimônia através do papamóvel.

Leão XIV ouviu as palavras de saudação do bispo de Saint Denis, dom Étienne Guillet e de uma delegação de jovens. Depois uma apresentação artística, o Pontífice respondeu a duas perguntas. Chloé e François são dois universitários e falaram sobre o desafio do testemunho junto àqueles que não partilham a mesma fé e a questão do discernimento. Mas antes de tomar a palavra, o Santo Padre fez questão de dizer “algo muito simples: obrigado! Obrigado a Deus e obrigado a vocês. Obrigado por sua coragem, por sua presença e por sua fé. Vocês são os santos da França”, sendo aplaudido pela multidão.

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O Papa recordou então que a mensagem cristã não constitui um obstáculo à convivência fraterna e citou uma expressão de São Paulo: “Para nós, viver é Cristo!”:

“Ao afirmar que Deus está morto, é o homem quem se perde: se Deus não está com ele, o homem já não tem salvação e perde o sentido da existência, que se reduz a um beco sem saída ou ao nada. Pelo contrário, quem diz «Para mim, viver é Cristo» experimenta exatamente o oposto. Em Cristo, sabemos que Deus nunca é indiferente ao homem!”

O Pontífice revelou, então, a forma de anunciar Cristo que conjuga coragem e respeito: anunciá-lo como Evangelho da salvação, como palavra de verdade e vida. Este Evangelho é boa notícia para todos, anúncio libertador e regra de vida nova.

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Quanto ao discernimento, Leão XIV deu algumas indicações. Em primeiro lugar, lembrar que a palavra do Senhor é sempre um farol. À luz do Evangelho, a formação espiritual deve passar pela oração, pela ação e pelo silêncio, hoje tão raro.  Depois, olhar para o exemplo dos santos e citou alguns franceses, como São João Maria Vianney, Santa Teresa de Lisieux e a Beata Pauline Jaricot. E exortou:

“Para vencer a ansiedade e a incerteza, tenham a coragem de dizer uma única palavra, simples e belíssima: obrigado. Obrigado, Jesus, pelo teu amor.”

Assim, sem medo, mas com confiança e cheios de alegria, os jovens poderão dizer: “Eis-me aqui, Senhor!”.

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Após este diálogo, seguiu um momento de oração. O Papa também rezou diante da “Santa Túnica” de Argenteiul, a relíquia venerada pela tradição como a veste que Jesus usava durante a sua Paixão. Ela teria chegado à França nos tempos de Carlos Magno. Durante a Revolução Francesa, diante do perigo que fosse destruída, o pároco de Argenteiul cortou a veste em vários fragmentos para que fosse escondida em diferentes lugares. A maior parte foi recuperada e novamente reunida. De fato, durante a meditação, o Papa convidou os jovens a contemplar as duas relíquias, a túnica, que representa o que foi “tirado de Cristo”; a cruz, “o que foi dado a Cristo”, ambas “sinais da sua paixão”:

“É assim que a cruz, de instrumento de morte, passa a ser sinal de esperança: juntas, a túnica e a cruz representam a nós, a Igreja que nasce da vida de Deus doada ao mundo.”

Fonte: Vatican News

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