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Papa: o amor de Deus é a condição para a nossa justiça

Afirmou Leão XIV na alocução que precedeu o Regina Caeli na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis, neste VI Domingo da Páscoa

Papa: o amor de Deus é a condição para a nossa justiça - Jornal O São Paulo

“Hoje, no Evangelho, escutámos algumas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos durante a Última Ceia. Ao fazer do pão e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: ‘Se me tendes amor, cumprireis os meus mandamentos’. Esta afirmação liberta-nos de um equívoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justiça seria então condição para o amor de Deus. É o amor de Deus, pelo contrário, a condição para a nossa justiça”. Foi o que disse o Papa Leão XIV na alocução que precedeu o Regina Caeli na Praça São Pedro, na presença de milhares de fiéis e peregrinos, neste VI Domingo da Páscoa.

“Observamos verdadeiramente os mandamentos segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por nós, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus são, portanto, um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza”, comentou.

“Eis por que o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou: é o amor de Jesus que gera em nós o amor. O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional”.

“Aquele que não conhece nem ‘mas’ nem ‘talvez’; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem levar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, também nós podemos amar; e quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros”.

Acontece o mesmo com a vida, acrescentou o Papa: “só quem a recebeu pode viver, e assim só quem foi amado pode amar”.

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“Os mandamentos do Senhor são, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação”.

Precisamente porque nos ama – afirmou o Papa – o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o ‘Espírito da Verdade’.

“É um dom que ‘o mundo não pode receber’, enquanto se obstinar no mal que oprime o pobre, exclui o fraco, mata o inocente”.

Quem, pelo contrário, – destacou o Papa – corresponde ao amor que Jesus nutre por todos, encontra no Espírito Santo um aliado que nunca falha: “Vós é que O conheceis – diz Jesus – porque permanece junto de vós, e está em vós”. Sempre e em toda a parte podemos, então, testemunhar Deus, que é amor: esta palavra não significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte.

O Santo Padre sublinhou em seguida que ao oferecer-nos o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: “Eu estou no meu Pai, e vós em mim, e Eu em vós”. Esta envolvente comunhão de vida desmente o Acusador, ou seja, o adversário do Paráclito, o espírito contrário ao nosso defensor. Com efeito, enquanto o Espírito Santo é força de verdade, este Acusador é “pai da mentira”, que quer opor o homem a Deus e os homens entre si: precisamente o oposto do que faz Jesus, salvando-nos do mal e unindo-nos como povo de irmãos e irmãs na Igreja.

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‘REZEMOS COM CARINHO E GRATIDÃO POR CADA MÃE’

O Papa Leão XIV, após a oração do Regina Caeli demonstrou a sua preocupação pelas notícias que recebeu sobre o aumento da violência na região do Sahel, especialmente no Chade e no Mali, atingidos por recentes ataques terroristas.

“Asseguro minhas orações pelas vítimas e minha solidariedade a todos aqueles que sofrem. Desejo que cesse toda forma de violência e encorajo todos os esforços em prol da paz e do desenvolvimento naquela terra amada”.

Em seguida o Santo Padre recordou que neste dia 10 de maio, como em todos os anos, celebra-se o “Dia da Amizade Copta-Católico”, acrescentando: “dirijo uma saudação fraterna a Sua Santidade o Papa Tawadros II e asseguro minhas orações a toda a amada Igreja copta, na esperança de que nosso caminho de amizade nos conduza à unidade perfeita em Cristo, que nos chamou de “amigos”.

Na sequência o Papa dirigiu suas boas-vindas a todos os presentes na Praça São Pedro, romanos e peregrinos de diversos países! Em particular, saudou o grupo “Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus”, proveniente de várias cidades da Itália, e os “Voluntários para a Evangelização” ligados à família da Rádio Maria; bem como a Associação de voluntariado “Komen Italia”, empenhada na prevenção do câncer de mama.

Em seguida o agradecimento de Leão XIV ao povo das Ilhas Canárias por terem acolhido o navio de cruzeiro Hondius com os doentes de hantavírus. Estou feliz por poder encontrar-me com vocês no próximo mês, durante a minha visita às ilhas, acrescentou.

O Papa finalizou o encontro com os fiéis dirigindo um pensamento especial a todas as mães: “Por intercessão de Maria, a Mãe de Jesus e nossa, rezemos com carinho e gratidão por cada mãe, especialmente por aquelas que vivem em condições mais difíceis”.

Fonte: Vatican News

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