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Papa reza o terço em Lourdes: “Corramos com confiança em direção a Maria”

Leão XIV se despede de Lourdes participando da procissão e recitação do Santo Rosário. Dirigindo-se de modo especial aos doentes, os encorajou com as seguintes palavras: “Os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há de revelar-se em nós”.

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Vatican Media

“Como é reconfortante ouvir os cristãos entoarem hinos cheios de fervor e fé, e caminharem, com uma vela acesa na mão, em direção à sua Mãe do Céu, a Mãe que Jesus nos deu na Cruz.”

Assim Leão XIV se dirigiu aos fiéis reunidos no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, encerrando sua visita à cidade que recebeu as aparições da Virgem. Após a procissão com a oração do Terço, o Santo Padre tomou a palavra para manifestar sua comoção por ver o povo fiel de Deus, de geração em geração, responder com amor e confiança ao terno convite da Virgem Maria de peregrinar a Lourdes.

“Esta luz que nos guia e nos atrai é a da esperança que nunca nos abandona, mesmo enquanto peregrinamos nesta vida, muitas vezes marcada por provações, mas já habitada pela alegria de nos sabermos filhos de Deus, amados e salvos por Jesus”, afirmou.

Para o Pontífice, os doentes são testemunhas privilegiadas desta experiência e só quem participa desta procissão pode entender plenamente a sua realidade. “E se tal milagre é possível – o de suscitar serenidade e alegria na provação –, é porque Deus nos concede a graça de voltar o nosso olhar para um futuro mais distante, para além do nosso horizonte terreno, um futuro de felicidade infinita Nele.

Dirigindo-se diretamente aos enfermos, o Papa pediu que guardem para sempre na memória as seguintes palavras de ouro: os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há de revelar-se em nós.

Neste caminho, Maria nos precede. Por isso o convite de Leão XIV a corrermos com confiança em direção a Ela, “cuja Imaculada Conceição resplandece como um farol na noite”. O seu amparo e a sua intercessão, acrescentou, não são secundários para o cristão que deseja acolher a graça da Redenção e lutar contra o mal. “Ela é a estrela do mar – Stella maris – que nos socorre nas tribulações”, recordou o Santo Padre, que concluiu com uma exortação

“Levemos as nossas intenções mais queridas e urgentes e apresentemo-las a Nossa Senhora: as nossas intenções pessoais e pelo mundo. Ao contemplá-la na sua Imaculada Conceição, uma alegria e uma esperança invencível brotam no nosso coração: pois, revestida do sol, com a lua debaixo dos pés e coroada de estrelas, ela é gloriosa, é poderosa; e, ao mesmo tempo, é humilde, muito próxima de nós, é a Mãe de Jesus, é a nossa Mãe.”

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