Em uma mensagem aos participantes da “March for Life” (Marcha pela Vida) que será realizada nesta sexta-feira, 23 de janeiro, em Washington D.C., nos Estados Unidos, Leão XIV reafirma que a tutela da existência constitui o “fundamento imprescindível” de todos os outros direitos. Dirigindo-se aos jovens, o Papa exorta a realizar esforços corajosos e pacíficos e a dialogar com os responsáveis civis e políticos.

Um diálogo que atravesse todos os níveis da sociedade, vivido com firmeza, mas pacificamente, para reafirmar a sacralidade da vida como “fundamento imprescindível de todos os outros direitos humanos”. Esse é o apelo que o Papa Leão XIV dirige aos participantes da March for Life (Marcha pela Vida), programada para esta sexta-feira, 23 de janeiro, em Washington D.C., capital dos Estados Unidos, país de origem do Pontífice.
O encoramento aos jovens
Na mensagem, o Papa assegura proximidade espiritual ao evento, definido como um “testemunho público eloquente” destinado a reafirmar o valor da existência humana. Sobre ela e sobre a sua obra ativa de promoção – como Leão XIV já havia sublinhado no discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé em 9 de janeiro – repousa e progride uma sociedade: “Uma sociedade só é saudável e avançada quando tutela a sacralidade da vida humana e se empenha ativamente em promovê-la.”
A esse respeito, o Papa encoraja, em particular os jovens, a “continuarem a empenhar-se para que a vida seja respeitada em todas as suas fases, através de esforços adequados em todos os níveis da sociedade, incluindo o diálogo com os responsáveis civis e políticos”.

Marchar pacificamente e com coragem
O Pontífice confia os participantes à companhia de Jesus, “que prometeu permanecer sempre conosco”, convidando-os a marchar com coragem e pacificamente “em favor das crianças ainda não nascidas”.
“Ao defendê-las, saibam que estão cumprindo o mandamento do Senhor de servi-lo nos menores dos nossos irmãos e irmãs.”
A Marcha pela Vida
“Life is a Gift” (“A vida é um dom”) é o tema escolhido para a 53ª edição da Marcha, que reúne manifestantes em Capitol Hill desde 1974, coincidindo com o aniversário da sentença Roe v. Wade da Suprema Corte dos Estados Unidos, que introduziu o direito federal ao aborto, posteriormente revogado pelo mesmo órgão em 24 de junho de 2022 com a sentença Dobbs v. Jackson Women’s Health Organization.





