‘Todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva’, diz o Papa no Angelus

O projeto de Deus para todos é sempre um plano de amor. E ao seu chamado, cada um pode responder com amor, no serviço a Deus e aos irmãos. Inspirado no Evangelho de João – que apresenta o encontro de Jesus com seus primeiros discípulos – o Papa convidou, no Angelus deste domingo, 17, a que cada pessoa recorda do momento do encontro derradeiro que tive com o Senhor, “para que a recordação daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”, disse.“Todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva”.

Foto: Vatican Media

Em razão das medidas de isolamento social adotadas pelo governo da Itália para conter a COVID-19, o Papa falou aos fiéis direto da Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano. Ele começou reflexão descrevendo a cena de Jesus com dois de seus discípulos à beira do rio Jordão, um deles André. E foi o próprio João Batista – explicou – quem apontou o Messias para eles com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus!”

Em resposta às perguntas que começaram a lhe ser dirigidas, cheias de curiosidade, Jesus não apresenta “um cartão de visitas”, mas os convida para um encontro: “Vinde e vede!” e “os dois o seguem e naquela tarde permanecem com Ele”.

“Não é difícil imaginá-los ali sentados, fazendo perguntas a Ele e, sobretudo, ouvindo-o, sentindo que seus corações se aquecem sempre mais, enquanto o Mestre fala. Eles sentem a beleza das palavras que correspondem à sua maior esperança. E de repente descobrem que, à medida que escurece à sua volta, explode neles, em seus corações, uma luz que somente Deus pode dar”, afirmou o Pontífice.

Do verdadeiro encontro com Jesus não se esquece nunca

Francisco chama então a atenção para a hora precisa deste encontro descrita por João: um deles, 60 anos depois, ou talvez mais, escreveu no Evangelho – “era por volta das quatro da tarde” – escreveu a hora. E isso é algo que nos faz pensar: todo encontro autêntico com Jesus fica na memória viva, nunca é esquecido. Você se esquece de tantos encontros, mas o encontro com Jesus verdadeiro permanece sempre. E tantos anos depois eles se recordavam também da hora, não puderam esquecer aquele encontro tão feliz, tão pleno, que havia mudado a vida”.

E quando eles saem e voltam para seus irmãos – continua explicando o Papa – “essa alegria, essa luz transborda de seus corações como um rio caudaloso”.

Então, um dos dois, André, diz a seu irmão Simão – a quem Jesus chamará Pedro quando o encontrar: “Encontramos o Messias”. Estavam certos que Jesus era o Messias: “Detenhamo-nos por um momento nesta experiência do encontro com Cristo que chama a estar com Ele. Cada chamado de Deus é uma iniciativa do seu amor. É sempre Ele que toma a iniciativa. Ele te chama. Deus chama à vida, chama à fé e chama a um estado particular de vida: “Eu te quero aqui”.

O primeiro chamado de Deus – explica Francisco – “é para a vida, com a qual nos constitui como pessoas; é um chamado individual, porque Deus não faz as coisas em série”.  

Projeto de Deus é sempre um plano de amor

Depois – acrescentou Francisco – “Deus nos chama à fé e para fazer parte da sua família, como filhos de Deus. Por fim, Deus nos chama a um estado particular de vida: a doar-nos no caminho do matrimônio, no do sacerdócio ou na vida consagrada: “São formas diferentes de realizar o projeto de Deus, aquele que Ele tem para cada um de nós, que é sempre um plano de amor. Mas Deus chama sempre. E a maior alegria para cada crente (para cada fiel) é responder a este chamado, oferecer-se inteiramente ao serviço de Deus e dos irmãos”.

No entanto, diante deste chamado do Senhor – observa o Pontífice –  que chega a cada pessoa “de mil maneiras”, mesmo “por meio de pessoas, acontecimentos felizes e tristes, às vezes a nossa atitude pode ser de rejeição – “Não…“tenho medo”… Recuso porque nos parece em contraste com as nossas aspirações; e também o medo, porque o consideramos muito exigente e incômodo: “Oh, não conseguirei, melhor não, melhor uma vida mais tranquila. Deus lá e eu aqui”.

O desejo do anúncio que brota do encontro com Jesus

“Mas o chamado de Deus é amor. Devemos procurar encontrar o amor que está por trás de cada chamado, e se responde a ele somente com o amor. Esta é a linguagem: da resposta a um chamado que vem do amor, somente o amor. No início há um encontro, aliás, há o encontro com Jesus, que nos fala do Pai, nos faz conhecer o seu amor. E assim também em nós surge espontaneamente o desejo de comunicá-lo às pessoas que amamos: ‘Encontrei o Amor’, ‘encontrei o Messias’, ‘encontrei Jesus’, ‘encontrei o sentido da minha vida’; Em uma palavra: ‘Encontrei Deus’”, comentou.

Que a Virgem Maria – foi o pedido do Papa ao concluir – nos ajude a fazer da nossa vida um hino de louvor a Deus, em resposta ao seu chamado e no cumprimento humilde e alegre da sua vontade. E acrescenta: “Mas recordemos isso: (para) cada um de nós, na sua vida, (houve) um momento em que Deus se fez presente com mais força, com um chamado. Recordemo-lo. Voltemos àquele momento, para que a memória daquele momento nos renove sempre no encontro com Jesus”.

Fonte: Vatican Media

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