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Durante oração do Angelus do domingo, 19, o Papa Francisco falou sobre o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O acordo, que entrou em vigor na manhã do mesmo dia, trouxe uma trégua após intensos confrontos na Faixa de Gaza. O Pontífice demonstrou gratidão aos mediadores que trabalharam para alcançar a trégua e elogiou a disposição das partes em busca de diálogo.
“Trata-se de um gesto de grande esperança que concretiza uma das intenções deste ano jubilar. Espero que, nos próximos meses, iniciativas desse tipo continuem a ser empreendidas nas diversas partes do mundo, infundindo confiança no caminho das pessoas e dos povos”, disse.
O Santo Padre também enfatizou a necessidade de respeitar o acordo e expressou esperança de que os reféns ainda detidos sejam liberados em breve, permitindo o alívio das famílias. Com preocupação pela grave crise humanitária enfrentada pela população de Gaza, o Papa fez um apelo para que a ajuda internacional chegue de forma rápida e eficiente aos mais necessitados.
Em declarações anteriores, Francisco já havia manifestado sua postura contundente sobre o conflito. No Natal de 2024, o Papa usou sua mensagem Urbi et Orbi para apelar pela interrupção dos confrontos na Ucrânia e em Gaza, destacando o sofrimento humano causado pela guerra. Ele pediu que “as armas se calem” e reiterou que a solução de dois Estados continua sendo o caminho mais viável para alcançar uma paz duradoura na região.
O Pontífice também reconheceu que a resolução deste conflito exige um esforço conjunto, tanto das lideranças de Israel e Palestina quanto da comunidade internacional. Ele destacou que a paz não é apenas uma questão de acordos políticos, mas um compromisso com a dignidade humana e a justiça.