Em Congresso Estadual, Pastoral da Saúde motiva ao agir com esperança em favor do próximo

Evento também teve a participação de especialistas das áreas da saúde e de comunicação

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“De esperança em esperança, seguimos em frente, é a nossa missão”. Inspirados no lema de Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), Arcebispo de São Paulo entre 1970 e 1998, cujo centenário de nascimento se comemora neste ano, a Pastoral da Saúde do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou no sábado, 27 de novembro, seu VI Congresso Estadual, de modo on-line.

Ao saudar os participantes, José Gimenes, coordenador estadual da Pastoral da Saúde, lembrou que mesmo em meio à pandemia os trabalhos estão sendo mantidos junto aos enfermos e que as reflexões do VI Congresso ajudariam a melhor realizá-los.

A MISSÃO DA PASTORAL DA SAÚDE

Na abertura dos trabalhos, o Padre João Mildner, Assistente Eclesiástico da Pastoral da Sáude no Regional Sul 1, destacou que o tema do Congresso ajuda a lembrar que a missão da Pastoral “é caminhar de esperança em esperança. Mesmo diante das dificuldades e fracassos, encontrarmos forças para seguir em frente. Jesus nos dá o exemplo, nunca desanimou. Do contrário, diante das dificuldades, Ele criava mais energia, mais força, para construir o Reino de Deus entre nós e para dar a sua vida. Essa é a missão da Pastoral da Saúde também: levar esperança a tantas pessoas desanimadas nesse tempo de pandemia”.

O Sacerdote comentou, ainda, que o agente da Pastoral deve testemunhá-la a partir do trabalho em favor dos doentes e seguir o exemplo de Maria, que renunciou aos próprios projetos para seguir o chamado de Deus: “‘Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim segundo a tua Palavra’. Que testemunho maravilhoso, exemplo de vida para todos nós da Pastoral da Saúde para nos inspirar na figura de nossa Mãe. Como é bonito quando vemos tantos e tantas agentes da Pastoral da Saúde que abrem mão de tudo para pode estar a serviço dos doentes. Neles e nelas, vemos a figura de Maria, aquela que soube servir seu Filho desde o ventre materno, desde sua concepção, no nascimento, na vida pública”, afirmou, enaltecendo os agentes que mesmo em meio à pandemia não desanimaram e buscaram se fazer próximos dos doentes, ainda que não de modo presencial.

Padre João lembrou que é missão do agente da Pastoral da Saúde ser solidário com o próximo, em especial com os que mais sofrem e seus familiares e cuidadores. De igual modo, a Pastoral deve estimular que as pessoas cuidem da própria saúde, em tem ainda o compromisso de lutar por políticas públicas que evitem a proliferação de doenças, como, por exemplo, o amplo acesso ao saneamento básico e a alimentação adequada: “A saúde é um direito de cada um de nós, de todo o cidadão brasileiro e é um dever do Estado. Não é dever de um partido político ou de um governo, é de um Estado, garantido na nossa Constituição”, enfatizou.

VALORIZAÇÃO DO SUS

Em mensagem de vídeo, Dom Pedro Luiz Stringhini, Presidente do Regional Sul 1 da CNBB, enalteceu o trabalho realizado pela Pastoral da Saúde, em especial durante a atual pandemia.

“Um dos primeiros e mais evidentes sinais que realizou Jesus em benefício do povo foi restituir a saúde como sinal messiânico, como sinal do Reino de Deus, como sinal do carinho de Deus para com seus filhos e filhas. Se isso sempre foi tão importante, quanto mais nestes anos de 2020 e 2021, em que a humanidade e nós aqui no Brasil e no estado de São Paulo e em nosso Regional, enfrentamos os efeitos tão trágicos e tão tristes da pandemia do coronavírus”, afirmou o Bispo.

Dom Pedro Luiz comentou, ainda, que falar de saúde envolve múltiplos aspectos que visam a atenção integral à pessoa humana. 

“Certamente neste congresso irá se falar da valorização do Sistema Único de Saúde (SUS). Como é importante para o Brasil ter e levar adiante essa grande conquista. Não são muitos países que podem contar com um sistema que atende a todos. Houve tentativas de desvalorizar o SUS. Nossa meta e esforço é valorizar a saúde para todos. Os pobres merecem ter um atendimento digno nos hospitais, nos prontos-socorros e nas casas em primeiro lugar. A Igreja olha com muito carinho e a Igreja o faz de um modo especial, por meio da Pastoral da Saúde”, concluiu.

MÚLTIPLOS TEMAS EM DESTAQUE

Ao longo do dia, muitos temas estiveram em destaque no evento. Pela manhã, as assessorias foram do doutor Jamal Suleiman, sobre “Pós-pandemia e os aspectos relevantes da prevenção”; doutora Daiana Pessoa, a respeito da “Lei Maria da Penha – 15 anos de Brasil”; Padre Tiago, Assessor Eclesiástico da Pastoral da Comunicação no Regional Sul 1 da CNBB, sobre “Comunicação Social”; doutora Lilian Zanka, que falou a respeito do “Envelhecimento saudável da pessoa idosa”; e Padre Marcio Tadeu, falando de “Pastoral da Saúde Samaritana”.

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À tarde, os palestrantes e tema foram: Padre Eduardo Alves de Lima – “Rede dos protetores da vida”; doutora Regina Chueire – “Reabilitação Pós-COVID”; doutora Amena Alcântara – “Controle Social”; doutor Talmir Rodrigues – “Desafio da Vida (Nascituro)”; doutora Raquel Bacchiega – “Prevenção através das PICS”;

Por fim, às 17h, houve a missa presidida por Dom Benedito Gonçalves dos Santos, Bispo de Presidente Prudente (SP) e Referencial da Pastoral da Saúde no Regional Sul 1.

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(Apuração: Flavio Rogério Lopes/Edição final: Daniel Gomes)

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