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Encontro aborda desafios da gestão de escolas e universidades católicas

Encontro aborda desafios da gestão de escolas e universidades católicas - Jornal O São Paulo

O III Encontro Regional de Gestores, promovido pelo Vicariato Episcopal para a Educação e a Uni­versidade da Arquidiocese de São Paulo, em parceria com o Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ocorreu em 31 de março no Colégio Santa Cruz, Região Episcopal Lapa.

Com a temática “Inovação e Governança”, cer­ca de 160 lideranças educacionais e acadêmicas, como religiosos provinciais e membros de gover­nos, refletiram sobre os desafios da gestão na esco­la e na universidade católica.

Os trabalhos foram conduzidos pela equipe do Núcleo de Formação Continuada para Profis­sionais da Educação da Fundação São Paulo, por meio de seu coordenador acadêmico, o professor Diego Marihama, e a reitora do UniSagrado, Irmã Vânia Cristina de Oliveira, responsável pelo De­partamento de Gestão do Núcleo.

Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Ar­quidiocese e Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade, acolheu os participantes e convida­dos, entre os quais o professor Fábio Marinho Aidar, diretor-geral do Colégio Santa Cruz; a professora Ana Teresa Gavião Almeida Marques Mariotti, con­selheira estadual de Educação; o professor José Mo­ran, docente na USP; e Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil. Também esteve na ativi­dade Dom Edilson de Souza Silva, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa.

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Instagrem Vicariato para a Educação e a Universidade

Durante o encontro, os participantes percorre­ram ambientes pedagógicos do Colégio Santa Cruz em uma proposta que articulou os princípios da governança à vivência dos espaços escolares. Um aspecto ganhou centralidade neste percurso: a coerência entre intencionalidade pedagógica e or­ganização dos ambientes, no sentido de que cada escolha espacial comunica, sustenta (ou fragiliza) práticas educativas e modos de interação.

O objetivo de visitar os espaços foi provocar de­cisões, porque são elas que, no cotidiano da gestão, constroem ou limitam a experiência educativa ofe­recidas. Decisões mais consistentes nascem, antes de tudo, de boas conversas: da capacidade de escu­tar com atenção, perceber o que nem sempre é dito explicitamente e compreender, em profundidade, as dinâmicas que atravessam o cotidiano escolar.

Dessa experiência, emergiu a questão sobre em que medida os processos decisórios institucionais têm efetivamente incorporado a escuta de profes­sores, estudantes e equipes? Ou se ainda perma­necem excessivamente centralizados, distancian­do-se das dinâmicas reais do cotidiano escolar? Reforçou-se, assim, a importância de cultivar es­paços intencionais de diálogo, nos quais ouvir, per­ceber e compreender sejam práticas estruturantes e não apenas pontuais.

Como desdobramento prático, delineou-se a criação ou o fortalecimento de comitês escolares de inovação e governança. Com encontros periódi­cos, esses comitês podem se constituir como espa­ços qualificados de conversa, escuta ativa e análise compartilhada, capazes de acompanhar projetos institucionais, avaliar práticas pedagógicas e pro­por melhorias contínuas. A iniciativa se apresenta, assim, como um caminho viável para consolidar uma cultura de corresponsabilidade e tomada de decisão mais sensível, participativa e eficaz.

POR PADRE GERALDO TADEU FURTADO, RCJ
ASSESSOR ECLESIÁSTICO DA PASTORAL UNIVERSITÁRIA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

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