Endocrinologistas lançam campanha de conscientização sobre a obesidade

Dia 4 foi lembrado o Dia Mundial da Obesidade

Reprodução

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) iniciou no dia 4, quando se celebrou o Dia Mundial da Obesidade, campanha nas redes sociais de conscientização sobre a doença. Segundo a entidade, a obesidade é prevalente, crônica e recidivante e pode provocar outras doenças associadas ao excesso de peso. Entre elas, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e diversos tipos de câncer. A campanha tem parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) e apoio da Federação Mundial de Obesidade

Com o tema Cuidar de Todas as Formas, a campanha alerta que não só o endocrinologista cuida do paciente com obesidade, mas todas as outras especialidades também. “Esses pacientes têm características específicas para desenvolver as doenças que são peculiares”, disse à Agência Brasil a presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, Maria Edna de Melo. As principais recomendações da campanha são para reforçar os cuidados com a alimentação e o tratamento da doença com o respeito necessário. As causas que levam uma pessoa a desenvolver a obesidade incluem fatores genéticos, sociais, alimentares e falta de atividade física.

Relatório

Relatório lançado hoje pela Federação Mundial de Obesidade mostra o impacto da obesidade na população e o desfecho pela covid-19. Os dados, inéditos, são oriundos de um cruzamento feito pela Johns Hopkins University que relacionam a obesidade e as mortes por covid-19 nos países. “O dado principal desse levantamento é que aqueles países que têm pessoas com mais excesso de peso vão ter um aumento dos casos de morte por covid”, informou Maria Edna.

A SBEM já tem uma relação bem estabelecida entre a obesidade e o H1N1 com desfecho grave.  “E da mesma forma que eles têm predisposição para quadros graves para H1N1, a gente também tem visto essa associação com o Sars cov 2”, relatou a médica.

De acordo com o levantamento da Federação Mundial de Obesidade, países como Inglaterra e Estados Unidos ficam com mortalidade de pessoas obesas por covid-19 em torno de 160 em cada 100 mil indivíduos. No Brasil, onde há um percentual de pessoas com excesso de peso inferior aos desses dois países, a mortalidade por covid-19 ficou em 93,07 por 100 mil habitantes.

Os dados englobam todo o período da pandemia do novo coronavírus até janeiro deste ano. “A gente tem um valor que chama bastante atenção. Não é tão alto, até porque os nossos casos não são tão prevalentes como na Inglaterra e Estados Unidos, mas os nossos acabam sendo muito mais altos do que, por exemplo, no Vietnã, que tem 18,3% de pessoas com excesso de peso e mortalidade por covid de 0,04 por 100 mil habitantes”, informou.

IBGE

A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, registrou que 60,3% dos adultos brasileiros estão com excesso de peso e 25,9% têm diagnóstico de obesidade. Em crianças e adolescentes, os números mostram que, atualmente, 19,4% dos menores entre 15 e 17 anos de idade estão acima do peso e 6,9% têm obesidade.

Lives

A campanha da SBEM de alerta sobre a obesidade prevê divulgação de uma série de lives no Instagram da entidade sobre vários temas relacionados a essa doença, entre as quais obesidade e atividade física, obesidade infantil, obesidade e covid-19, obesidade e hormônios, obesidade e cirurgia bariátrica.

Nos próximos dias, será também divulgado manifesto com participação de associações e sociedades médicas de várias especialidades enfatizando a importância de cuidados específicos para as pessoas com excesso de peso.

(Com informações de Agência Brasil)

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe!

Últimas Notícias

Assine nossa Newsletter